UE promete punir crimes de guerra, Rússia volta a atacar EUA

UE promete punir quem deu as ordens para os crimes de guerra
UE promete punir quem deu as ordens para os crimes de guerra Direitos de autor Natacha Pisarenko/The Associated Press
De  Bruno Sousa
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Representante da UE para os Direitos Humanos visita Irpin e Bucha e sublinha necessidade de punir quem deu as ordens para os crimes de guerra, se necessário seguindo a cadeia de comando até ao topo

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As autoridades ucranianas voltaram a acusar a Rússia de atacar alvos civis, de acordo com o Ministério do Interior as forças russas bombardearam pelo menos dez casas na região de Sumy, não havendo registo de qualquer vítima mortal.

O dia na Ucrânia ficou ainda marcado pela visita do Representante da União Europeia para os Direitos Humanos a Irpin e Bucha. Perante os horrores da guerra, Eamon Gilmore disse que o mundo não podia ignorar os crimes cometidos durante a invasão russa e sublinhou que era importante punir não apenas "quem cometeu o crime, a ação em si, no local" mas também quem dá as ordens, sendo necessária uma investigação sobre a cadeia de comando, se necessário até ao topo.

Além da ofensiva no terreno, a Rússia também tem multiplicado os esforços na ofensiva diplomática a Serguei Lavrov voltou a disparar na direção dos Estados Unidos.

De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, para Washington "a Rússia deve conhecer o seu lugar, a Rússia não tem o direito de ter uma voz em assuntos internacionais e a Rússia deve cumprir as regras ditadas pelos Estados Unidos", acrescentando ser perfeitamente claro que os norte-americanos não terão sucesso.

Em Lysychansk, cidade que tem sido massacrada nos últimos dias a população faz o possível para fugir à guerra. A luz ao fundo do túnel tarda em chegar e para o Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg, temos de estar preparados para que o conflito se arraste durante anos.

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