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Guerra na Ucrânia pode "levar anos", alerta secretário-geral da NATO

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De  Euronews
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Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO
Jens Stoltenberg, secretário-geral da NATO   -   Direitos de autor  Olivier Matthys/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved.

Quase quatro meses volvidos desde a invasão russa da Ucrânia, os efeitos do conflito armado há muito transbordaram os limites das armas e das fronteiras. A guerra tem custos elevados e está para durar. Quem o o diz é o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que, este domingo, deixou o aviso ao Ocidente: o compromisso com a Kiev deverá ser a longo prazo.

Numa entrevista ao jornal alemão Bild, Stoltenberg afirmou que "nos devemos preparar para" que a guerra "possa levar anos" e que "não podemos desistir de apoiar a Ucrânia, mesmo que os custos sejam elevados, não só em apoio militar, mas também devido ao aumento dos preços da energia e dos alimentos".

Ainda este domingo, o presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou temer que "a Rússia intensifique os ataques esta semana", numa altura em que se discute a candidatura da Ucrânia à União Europeia.

O chefe de Estado ucraniano disse ainda que Moscovo está agora a tentar fazer de Kharkiv uma nova linha da frente de combate.

O Kremlin confirma novos ataques, após este domingo ter anunciado o bombardeamento de uma fábrica de reparação de tanques, nesta que é a segunda maior cidade ucraniana, situada no nordeste do país. Ainda de acordo com o porta-voz do ministério russo da Defesa, 20 veículos militares cedidos pelo Ocidente foram destruídos ao longo das últimas duas semanas.

Sob fogo cerrado, milhares de pessoas permanecem em Lysychansk, na região oriental do Donbass. Quem resiste, por opção ou falta de alternativas, vê-se obrigado a viver em abrigos, sujeito às baixas temperaturas da noite, à escassez de água e comida e aos bombardeamentos que não cessam.