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NATO sai reforçada de Madrid

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De  Bruno Sousa
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EUA reforçam presença militar na Europa
EUA reforçam presença militar na Europa   -   Direitos de autor  Susan Walsh/The Associated Press

A estrelinha da NATO volta a brilhar alto após a Cimeira de Madrid reforçar a importância estratégica da organização militar num momento de guerra na Europa. O período de paz ficou para trás, a Rússia foi assumida como inimigo e a China como uma preocupação.

Nos Estados Unidos, a mudança também salta à vista e se Donald Trump chegou a classificar a aliança de "obsoleta", o seu sucessor na Casa Branca aposta forte na defesa do Atlântico Norte.

Joe Biden sublinhou que "estão a fazer exatamente o que prometeram caso Putin invadisse a Ucrânia: reforçar a presença na Europa", e que para isso vão "colocar mais navios em Espanha, aumentar a defesa aérea na Itália e Alemanha, enviar mais F-35s para o Reino Unido e reforçar a fronteira a leste com uma nova base permanente na Polónia."

As portas da NATO também se abriram para Suécia e Finlândia, mesmo que a Turquia ameace fechá-las caso os nórdicos não cumpram o que foi acordado com Ancara.

Jens Stoltenberg, no entanto, destacou a entrada dos dois países na organização, prometeu proteger todos os aliados e garantiu que estavam preparados para todas as eventualidades.

Apesar de não se ter oposto à entrada da Suécia e Finlândia na NATO, a Rússia já avisou que tudo muda caso estes dois países venham a receber tropas ou infraestruturas militares da Aliança Atlântica no seu território, uma vez que seria obrigada a responder proporcionalmente para fazer face à nova ameaça.

A NATO aproveitou ainda a Cimeira de Madrid para lembrar a importância de continuar a crescer, seja com novos membros ou com novas parcerias, mas para o Kremlin isto não é mais que um regresso aos tempos da guerra fria.

Serguei Lavrov, em visita à Bielorrússia, disse que a cortina de ferro já tinha começado a descer mas avisou o Ocidente para ter cuidado e não deixar nada preso na cortina.

Em tempos de guerra fria, importa reforçar as parcerias estratégicas e Vladimir Putin está atento, recebendo o seu homólogo da Indonésia em Moscovo. Joko Widodo mostrou-se preocupado com o impacto da guerra na Ucrânia na alimentação mundial, o líder russo culpou Kiev e garantiu que a Rússia não impedia a saída de cereais.