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Calor extremo faz mais uma vítima entre varredores de Madrid

Calor extremo dificulta trabalhos na rua em Madrid
Calor extremo dificulta trabalhos na rua em Madrid Direitos de autor Paul White/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Paul White/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
De  Euronews
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Homem de 58 anos está no hospital em estado grave. Em menos de uma semana, um outro varredor perdeu a vida, devido às altas temperaturas na capital espanhola. Ambos trabalhavam à tarde e apresentavam temperaturas acima dos 40.° C.

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Um homem de 58 anos deu entrada num hospital de Madrid, em estado grave, após, esta terça-feira, ter desmaiado no meio da rua. A vítima varria o chão da capital espanhola quando perdeu os sentidos, por volta das 17h00 locais.

Este é o segundo caso em menos de uma semana. Já na passada sexta-feira, um outro varredor da cidade perdeu a vida devido às altas temperaturas. José Manuel González, de 60 anos, não sobreviveu a um golpe do calor extremo que atualmente se faz sentir em Espanha.

Entre os colegas de profissão, há quem tenha sugestões para que a tragédia não se volte a repetir. Preferindo ficar no anonimato, um outro varredor partilhou com a televisão pública espanhola (TVE) que se "podia evitar [certos horários], como já se faz na construção, e tentar juntar o turno da tarde ao da manhã ou ao da noite".

A Inspeção do Trabalhoespanhola advertiu a empresa responsável pela limpeza das ruas da capital espanhola, uma companhia subcontratada pela autarquia madrilena, para que os trabalhadores sejam protegidos de fenómenos extremos, como o da atual onda de calor.

O presidente da Câmara Municipal de Madrid, José Luis Martínez Almeida, garante que a autarquia tomou já as medidas que lhe compete.

"Instámos as empresas, de acordo com os sindicatos, a tornarem os turnos mais flexíveis, para que as ruas com sombra sejam feitas antes das ruas onde está sol", revelou o edil à TVE.

Após ser socorrido, José Manuel González apresentava uma temperatura de quase 42°C.. A família da vítima pretende apresentar queixa pela falta de condições laborais.

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