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Faixa de Gaza retoma a normalidade após o cessar-fogo

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De  Maria Barradas  & Euronews  com EFE, AFP
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Gaza volta gradualmente à normalidade
Gaza volta gradualmente à normalidade   -   Direitos de autor  Adel Hana/The Associated Press

Após três dias de ataques israelitas, Gaza volta gradualmente à normalidade nas primeiras horas de um cessar-fogo, à medida que lojas, bancos, escolas e instituições oficiais reabrem, e dezenas de pessoas se aglomeram nos hospitais para visitar os feridos da ofensiva.

Para além disso, dezenas de pessoas participaram nos velórios dos 44 mortos, principalmente nas casas dos dois comandantes militares superiores do braço armado da Jihad Islâmica, as Brigadas Al Quds, Taysir al-Jabari e Khaled Mansur, que foram mortos em ataques israelitas na sexta-feira e no sábado, respetivamente.

Israel e a Jihad Islâmica Palestiniana (JIP) concordaram ontem com um cessar-fogo, mediado pelo Egito, para pôr fim à escalada de violência em que 44 palestinianos foram mortos, incluindo 15 crianças, e 360 ficaram feridos.

O proprietário de uma loja em Gaza, mostra satisfação: "Recebemos a notícia do cessar-fogo com alegria e felicidade, soubemos que voltávamos ao nosso trabalho, não queríamos mais derramamento de sangue, e graças a Deus voltámos ao nosso trabalho e abrimos as portas das nossas lojas".

Israel anunciou que está a levantar todas as restrições de segurança impostas à volta de Gaza há uma semana, incluindo a reabertura da passagem de Eerez, permitindo a passagem de ajuda humanitária e de trabalhadores palestinianos.

Do lado israelita, também se celebra o cessar-fogo. Um residente em Telavive afirma: "Primeiro que tudo, é bom que tenha acabado, por outro lado tivemos de continuar até ao fim para os fazer compreender que não vale a pena tentar atingir o povo de Israel. Não é bom estar novamente na mesma situação, ainda que, aqui em Telavive, sintamos menos, é principalmente no sul. Mas é frustrante para ambos os lados, isso é certo. Esperemos que seja o mais tranquilo possível e o mais longo possível".

Durante três dias, a Jihad Islâmica, a milícia palestiniana apoiada pelo Irão, disparou cerca de 1.200 foguetes a partir da Faixa de Gaza, para território israelita, sem provocar grandes danos.

Segundo o movimento islâmico Hamas, que de facto governa Gaza desde 2007, os ataques aéreos israelitas destruíram nove edifícios residenciais e danificaram 1.500 casas, na Faixa de Gaza, para além de terem danificado dezenas de hectares de terrenos agrícolas.

A escalada da tensão crescente na sequência da detenção, na Cisjordânia ocupada, de um membro superior do movimento, Basem al-Sadi, cuja libertação faria parte do acordo de cessar-fogo alcançado ontem, segundo o Egito e a Jihad Islâmica.

Segundo a agência de notícias espanhola, EFE, uma delegação egípcia chegou esta segunda-feira a Israel para acompanhar a implementação das tréguas e finalizar os pormenores para a libertação "quase definitiva" de Sadi, e outro líder do JIP, Khalil al Awada.