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Biden promete mais sanções contra Irão devido a repressão de protestos

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De  Euronews
Protestos no Irão.
Protestos no Irão.   -   Direitos de autor  Damian Dovarganes/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved   -  

O Presidente americano prometeu mais sanções contra os autores da violenta repressão, levada a cabo no Irão, numa altura em que centenas de pessoas continuam a manifestar-se nas ruas, devido à morte da jovem Mahsa Amini, às mãos da polícia. Washington já tinha sancionado recentemente Teerão pelo mesmo motivo.

O chefe de Estado dos Estados Unidos da América disse estar do lado das mulheres iranianas e de todos os cidadãos, cuja coragem é uma "inspiração para o mundo".

Carolyn Kaster/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved
Joe Biden, Presidente dos Estados Unidos.Carolyn Kaster/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

Joe Biden demonstrou preocupação devido à repressão cada vez mais violenta contra os manifestantes, incluindo mulheres e estudantes, uma apreensão a que a secretária de imprensa da Casa Branca,Karine Jean-Pierre, deu voz.

"Estamos alarmados e chocados com os relatos das autoridades de segurança, que respondem ao protesto pacífico dos estudantes universitários com violência e detenções em massa", salientou a responsável norte-americana. 

A Presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, também se mostrou preocupada com os últimos acontecimentos no país, mas enalteceu a coragem das mulheres iranianas, num discurso feito, na segunda-feira, em Estrasburgo.

A morte brutal de Masha Amini, de 22 anos de idade, marcou um ponto de viragem
Roberta Metsola
Presidente do Parlamento Europeu

"A morte brutal de Masa Amini, de 22 anos de idade, marcou um ponto de viragem. São as filhas do Irão que, apesar de estarem sob pressão crescente, estão a liderar o impulso para a mudança. Estas mulheres são as criadoras da mudança, apoiadas por tantos aliados e amigos corajosos", referiu.

Na segunda-feira, o líder supremo da República Islâmica, Ali Khamenei, culpou os Estados Unidos e o Israel pelos protestos que se espalharam pelo país.

De salientar que, desde 17 de setembro, já morreram dezenas de pessoas e milhares foram detidas, na sequência do assassínio da jovem, de 22 anos, pela polícia da moralidade, por não estar a utilizar corretamente o hijab.