Putin diz que OPEP+ quer estabilizar mercado mundial

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De  euronews
Vladimir Putin recebe o Presidente dos Emirados árabes Unidos em São Petersburgo
Vladimir Putin recebe o Presidente dos Emirados árabes Unidos em São Petersburgo   -   Direitos de autor  Pavel Bednyakov/Sputnik

O presidente russo defendeu o corte da produção global de petróleo em dois milhões de barris por dia, decidida pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e dos seus dez aliados externos, dos quais a Rússia faz parte.

As declarações de Vladimir Putin surgiram durante um encontro com o Presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, em São Petersburgo.

"Estamos a trabalhar ativamente no âmbito da OPEP+. Conheço a vossa posição. As nossas decisões, as nossas ações, não são dirigidas contra ninguém. Não estamos a agir para criar problemas para ninguém. As nossas ações são direcionadas para garantir a estabilidade nos mercados globais de energia", afirmou o russo.

O encontro entre os dois líderes tinha como mote a guerra na Ucrânia, no entanto, a economia acabou por dominar também a conversa.

Mohammed bin Zayed Al Nahyan afirmou que, "no entanto, apesar das difíceis condições económicas (ou seja, da pandemia), conseguimos alcançar muito. Aumentámos a nossa faturação comercial de 2,5 mil milhões para 5 mil milhões."

Tal como a Arábia Saudita, o Qatar ou outros países árabes, os Emirados Árabes Unidos não condenaram a invasão russa da Ucrânia, nem se manifestaram a favor de expulsar a Rússia da OPEP+. A organização alega que não persegue objetivos políticos, mas económicos.

No entanto, as suas decisões reforçam a estratégia da Rússia e não têm em conta as exigências ocidentais para que abram a torneira do petróleo de modo a reduzir a alta inflação que assola as economias.