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Falta apenas um mês para o início do Mundial

Qatar prepara-se para acolher o Mundial 2022
Qatar prepara-se para acolher o Mundial 2022 Direitos de autor KARIM JAAFAR / AFP
Direitos de autor KARIM JAAFAR / AFP
De  euronews
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A 30 dias do início do Mundial 2022 no Qatar continuam a surgir denúncias relativas a maus tratos e trabalho escravo

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Falta apenas um mês para o início do Mundial 2022 no Qatar, um evento único na história da competição dado tratar-se do primeiro Mundial realizado num país árabe.

O repórter da euronews no local, Sam Ashoo, enumera algumas das especificidades desta competição.

"Oitcentos jogadores provenientes de 32 nações participarão na maior competição do futebol, a primeira do género num país árabe. Será também o primeiro Campeonato do Mundo realizado no decurso da época futebolística na Europa. As temperaturas aqui neste momento rondam os 30 graus Celsius. Esperamos que desçam para cerca de 24, 25 graus durante o dia no próximo mês e cerca de 17 ou 18 graus Celsius à noite. Dito isto, a maioria dos estádios aqui no Qatar tem ar condicionado incorporado tanto para os jogadores como para os adeptos".

Mas apesar da excitação que rodeia o mundial, existem receios de que os enormes estádios fiquem por preencher por entre notícias de vendas fracas de bilhetes. 

O representante dos adeptos belgas afirma que lhe ofereceram bilhetes e voos gratuitos.

"Sim, foi o Comité Organizador do Campeonato do Mundo do Qatar que contactou alguns dos adeptos para lhes pagar os voos, hotéis e bilhetes para o jogo de abertura. Contactaram diretamente alguns adeptos belgas, e este terá sido também o caso noutros países participantes", revelou Pierre Cornez, porta-voz da Associação belga de Futebol. 

Desde o anúncio da escolha do Qatar pela FIFA para a organização do Mundial 2022 que a controvérsia se instalou. No centro estão denúncias de trabalho escravo e maus tratos cometidos contra os trabalhadores. 

A organização responde afirmando que foram dados passos concretos para lidar com essas questões. 

Mesmo assim, os protestos continuam. Em França, por exemplo, algumas cidades recusam-se a difundirem os jogos em zonas públicas.

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