Liz Truss sob pressão crescente para se demitir

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De  Euronews
Liz Truss está à frente do executivo britânico há pouco mais de um mês
Liz Truss está à frente do executivo britânico há pouco mais de um mês   -   Direitos de autor  House of Commons/AP

Até quando é que Liz Truss vai resistir à pressão? Para muitos, é uma questão de tempo até a primeira-ministra britânica abandonar Downing Street, mas contra ventos e marés tenta resistir.

Esta quarta-feira, teve de enfrentar uma chuva de críticas da oposição no Parlamento, depois de fazer marcha-atrás nos planos para por a economia a crescer.

Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista britânico, não poupou farpas:"o corte de impostos de 45 mil milhões de libras caiu. O corte de impostos sobre as empresas caiu. Sobre a taxa mínima de IRS também. O teto máximo para a eletricidade durante dois anos caiu. Compras sem impostos caíram. Credibilidade económica também. O suposto amigo, o antigo ministro das Finanças, também saiu. Então porque é que ela ainda continua em funções?"

Na resposta, Liz Truss disse ser uma "lutadora, não uma desistente." Alegou que agiu em nome do "interesse nacional para garantir a estabilidade económica."

Suella Braverman, a ministra do Interior, optou por ser demitir esta quarta-feira, mas não sem antes enviar uma carta, com críticas veladas a Truss.

Referiu que o trabalho do governo depende das pessoas aceitarem as responsabilidades pelos seus erros e que assobiar para o lado "não é política séria."

O seu erro, acrescentou, foi ter "quebrado as regras de segurança ao enviar um documento oficial sobre migração do email pessoal."

Mais um revés para Truss, a somar às denúncias de deputados do Partido Conservador. Alegam ter sido coagidos por colegas a votar ao lado do executivo para chumbar uma proposta de lei trabalhista.

Pretendia impor restrições à utilização, no Reino Unido, da técnica de fratura hidráulica (fracking), usada nas perfurações de poços de petróleo e gás e condenada por ambientalistas.

A primeira-ministra britânica chegou a defender que se voltasse a recorrer à mesma, dentro de determinadas condições.