BCE deve continuar a subir as taxas de juro

Subida das taxas de juro
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Economistas antecipam um novo aumento de 75 pontos base

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O Banco Central Europeu (BCE) deve subir as taxas de juro na reunião desta quinta-feira. Trata-se da terceira subida deste ano. Os economistas antecipam um novo aumento de 75 pontos base, apesar do risco de recessão. Para Christine Lagarde, presidente do BCE, a prioridade é não deixar a inflação "enraizar-se".

A tarefa do Banco é particularmente difícil tendo em conta os diferentes níveis de inflação entre as principais economias da Zona Euro. As taxas de juro mais elevadas não podem ser seletivas. É uma medida monetária coletiva, independentemente da taxa de inflação real de cada um dos países

“Na Zona Euro temos uma política monetária à frente de 19 políticas orçamentais mal coordenadas, com diferentes orientações. Podemos ver isso claramente nas medidas e nos pacotes de apoio que foram postos em prática recentemente, inclusive pelos grandes países. Falámos dos 200 mil milhões que estão atualmente a ser mobilizados na Alemanha, mas em França estamos também a falar de somas muito elevadas que foram postas em prática desde o outono de 2021. Todas estas políticas não têm sido coordenadas a nível europeu”, explicou à Euronews Pierre Jaillet, investigador do Instituto Jacques Delors.

A falta de coordenação das políticas económicas é um dos pontos fracos do Euro em comparação com outras grandes economias, como a dos Estados Unidos, onde a coerência entre a política monetária e as medidas orçamentais é mais eficaz na luta contra os riscos de recessão.

Para André Sapir, investigador do Instituto Bruegel,“podemos discutir a forma de distribuir a perda de rendimento por diferentes categorias da população e tentar proteger os agregados familiares com rendimentos mais baixos, mas isto significa que quem tem rendimentos mais elevados precisa aceitar a situação”.

O Banco Central Europeu já decidiu duas subidas das taxas de juro desde o início do verão, colocando desta forma um ponto final a uma década de política monetária expansionista.

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