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Rússia "prepara" futuras mobilizações

SASHA VAKULINA
SASHA VAKULINA Direitos de autor EURONEWS
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De  SASHA VAKULINA
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Instituto para o Estudo da Guerra destaca nova estratégia de Moscovo

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A Rússia começou a alargar as posições defensivas ao longo da fronteira com a Ucrânia e no interior da região de Belgorod. A avaliação é do Ministério da Defesa do Reino Unido, que acrescenta que a escavação de valas tem sido relatada em Belgorod desde pelo menos Abril, e que as novas construções são sistemas mais elaborados.

O Ministério britânico sublinha que "a pobreza na avaliação estratégica é uma das fraquezas críticas da arquitetura do governo central russo" e que "a análise oficial imparcial é minada por uma tendência para o pensamento de grupo".

O Instituto para o Estudo da Guerra diz que as regiões de Belgorod e Kursk anunciaram a formação de unidades de defesa territorial, expondo muitos civis à guerra com o argumento da ameaça de um ataque terrestre ucraniano contra as regiões fronteiriças da Rússia. Trata-se de uma “premissa absurda” para o grupo de reflexão com sede nos Estados Unidos, que acredita que há uma possibilidade de as autoridades russas estarem a promover preparações defensivas dentro do território russo reconhecido internacionalmente para influenciar o sentimento patriótico. Nesta perspetiva, o Kremlin afasta-se das mensagens que tem vindo a utilizar para reduzir as preocupações do público russo em geral com a guerra, provavelmente num esforço para condicionar o público para futuras campanhas de mobilização.

A Rússia pode treinar cerca de 130 mil recrutas durante um ciclo bianual de recrutamento em tempo de paz. E tem lutado para preparar um maior número de homens durante um período mais curto.

O Comandante Ucraniano das Forças Terrestres já destacou que os homens que estão a chegar agora às linhas da frente estão mais bem treinados do que os que chegaram imediatamente depois da ordem de mobilização parcial de Putin em Setembro. O presidente russo está a aumentar as medidas para evitar que estes homens e as famílias se queixem de problemas de mobilização. Por exemplo, assinou uma lei que proíbe comícios em edifícios governamentais, universidades, escolas, hospitais, estações de comboio, igrejas e aeroportos - provavelmente para evitar motins e protestos.

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