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2022: Clima extremo para políticas mornas

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O tempo para travar as alterações climáticas é cada vbez mais escasso e os impactos da falta de mudanças fazem-se sentir cada vez mais

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As alterações climáticas já não são um conceito abstracto, todos nós somos capazes de as ver e sentir. 2022 foi marcado por ondas de calor, secas, incêndios e inundações. Extremos climáticos que afectaram milhões de pessoas e estão a custar milhares de milhões de euros.

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, quem vive no hemisfério sul é simultaneamente quem menos contribui paea as alterações climáticas e é quem mais sofre.

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Dados do IPCCEuronews

A temperatura média global está já 1,2 graus celsius acima da média pré-industrial. O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas avisa que estamos a caminho de exceder os 3 graus até 2030 - o dobro do limite do Acordo de Paris.

O mundo está prestes a atingir vários pontos críticos perigosos, com efeitos desastrosos.

Pode já ser demasiado tarde para evitar o colapso da calota de gelo da Gronelândia e da consequente subida do nível do mar.

Estamos numa auto-estrada para o inferno climático com o pé ainda no acelerador
António Guterres
Secretário-geral da ONU

O gelo permanente do Ártico é outra bomba-relógio, porque contém cerca de 1600 milhões de toneladas de carbono. Se o pergelissolo derreter, o gás será libertado para a atmosfera, acelerando ainda mais o aquecimento global.

1200 milhões de pessoas deslocadas por causa do clima

As alterações climáticas não só estão a destruir a natureza tal como a conhecemos. Contribuem para uma crise social e são motor para as migrações. O Instituto da Economia e Paz prevê que até 2050 haverá pelo menos 1200 milhões de refugiados climáticos. É uma crise mundial, mas silenciosa, uma vez que quem foge devido a catástrofes climáticas não tem estatuto de refugiado.

Para travar os piores efeitos da crise climática, é preciso reduzir as emissões para metade até 2030.

Uma mudança que tem de começar pelos 10 países que são responsáveis por dois terços das emissões de dióxido de carbono.

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China lidera a tabela dos países mais poluentes do mundoEuronews

As organizações não governamentais lamentam a discrepância entre o compromisso dos estados e a realidade.

A Cimeira do Clima do Egipto acolheu um número recorde de grupos de pressão do sector dos combustíveis fósseis. As empresas de petróleo e gás estarão a planear um crescimento "assustador" que resultará na emissão de 115 mil milhões de toneladas de CO2.

Para protestar conta o estado da arte ambiental, os ambientalistas têm atacado obras de arte em museus. Foram condenados e rotulados como "terroristas climáticos" e não excluem recorrer a meios mais radicais.

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