Centenas de tanques vão partir para a Ucrânia

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De  Euronews  com AP
Os tanques cruciais para a defesa do território ucraniano
Os tanques cruciais para a defesa do território ucraniano   -   Direitos de autor  Michael Sohn/AP2011

O presidente ucraniano saudou a decisão de enviar tanques de batalha avançados para a zona de guerra, falando numa 'coligação de tanques'.

Volodymyr Zelenskyy agradeceu o facto de a Alemanha e os Estados Unidos terem concordado em enviar os Leopard 2 e os M1 Abrams.

Os peritos dizem que os tanques deverão ser suficientes equipar dois batalhões, mas levará meses até cheguem, e que estejam prontos a operar, uma vez que é precisa uma formação crucial para a sua utilização.

"A chave agora é a velocidade e o volume. A velocidade do treino dos nossos militares, a velocidade do fornecimento de tanques à Ucrânia. A quantidade de apoio dos tanques. Temos de formar um punho de tanques, um punho de liberdade, que não permitirá que a tirania se levante novamente".

O Pentágono diz que vai começar a treinar ucranianos muito em breve, antes da esperada ofensiva russa primaveril.

John Kirby, porta-voz da Segurança Nacional da Casa Branca, afirmou: "Estes tanques não vão lá chegar antes de muitos meses e eu compreendo isso, mas os Leopard não vão demorar tanto tempo a chegar como os 'Abrams' e não estamos a desperdiçar tempo. Quer dizer, enquanto adquirimos estes tanques, vamos estar - e o Pentágono muito em breve começará - a fazer o treino para os tanques ucranianos, tropas ucranianas, para que possam estar prontos para operar uma vez que esses tanques estejam no campo de batalha. "

Kiev acredita que a chegada dos tanques será um ponto de viragem na luta contra a Rússia.

O anúncio do envio dos tanques marca a primeira fase de um esforço coordenado do ocidente para fornecer dezenas de armas pesadas, o que, segundo os comandantes militares ucranianos, permitirá contraofensivas, redução das baixas e ajuda a restaurar os fornecimentos de munições cada vez mais escassos.

Centenas de tanques até à primavera

O presidente americano, Joe Biden, disse que os EUA enviarão 31 tanques M1 Abrams, invertendo meses de argumentos persistentes de Washington de que eram demasiado difíceis de operar e manter para as tropas ucranianas.

Quanto à Alemanha, após meses de hesitação, Olaf Scholz afirmou: "Este é o resultado de consultas intensivas, mais uma vez, com os nossos aliados e parceiros internacionais".

Num total serão 62 tanques a enviar pelos dois países.

Vários países europeus que equiparam os seus exércitos com tanques Leopard 2, ficam assim livres de enviar alguns dos seus à Ucrânia.

Scholz falou por telefone na quarta-feira com o presidente norte-americano, Joe Biden, o presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

Segundo uma declaração da chancelaria alemã, todos os cinco líderes concordaram em continuar o apoio militar à Ucrânia em estreita coordenação euro-atlântica.

Ao todo, a França, o Reino Unido, os EUA, a Polónia, a Alemanha, os Países Baixos e a Suécia irão enviar centenas de tanques e veículos blindados pesados para fortificar o exército Ucraniano, que tenta romper as linhas russas entrincheiradas.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, volta a desvalorizar os tanques ocidentais dizendo que eles "arderão como todos os outros", enquanto o presidente russo, Vladimir Putin, diz que o plano de enviar tanques para a Ucrânia é 'extremamente perigoso' e põe em causa a possibilidade de conversações de paz.