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Depois dos tanques Kiev pede caças-bombardeiros ao ocidente

A pintura de um soldado e uma menina numa parede numa casa na Ucrânia
A pintura de um soldado e uma menina numa parede numa casa na Ucrânia Direitos de autor Efrem Lukatsky/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Efrem Lukatsky/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
De  Euronews
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Com os soldados em treino para receberem os tanques, a Ucrânia começa a fazer pressão sobre o ocidente para o envio de caças-bombardeiros.

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Os elementos do exército ucraniano que irão utilizar os famosos tanques alemães já estão a ser treinados no Centro de Treinos de Świętoszów, na Polónia.

Na primeira vaga de entregas, Kiev espera receber entre 120 e 140 tanques a maioria dos quais serão Leopard.

Mas, uma vez aberto o caminho dos tanques para a Ucrânia, o país começa a pedir caças-bombardeiros F-16 para refrear as forças aéreas russas nos seus céus.

Tal como aconteceu inicialmente com os tanques, o assunto é tabu entre os aliados ocidentais, ainda que alguns países tenham já mostrado abertura para falar sobre isso.

Reunidos em Riga, os ministros dos Negócios Estrangeiros das repúblicas bálticas e da Polónia apoiaram o pedido ucraniano: "Eles precisam de combatentes, mísseis e tanques. Temos de agir", disse o chefe da diplomacia da Estónia.

Estes países, que se encontram no flanco oriental da NATO, sentem-se especialmente ameaçados pela Rússia e têm sido os principais defensores da prestação de ajuda militar à Ucrânia.

Em Washington, o presidente dos EUA , Joe Biden, respondeu às questões dos jornalistas sobre a questão com um sorridente: "Vamos falar".

Até agora, Londres e Washington têm-se recusado a entregar os F-16 à Ucrânia e a Alemanha também não se mostra de acordo.

Por seu turno, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse na segunda-feira que a França não exclui o envio de caças de combate para a Ucrânia, mas estabeleceu múltiplas condições antes de tal medida ser tomada, incluindo: evitar a escalada de tensões; os aviões não serem utilizados "para tocar em solo russo", e não haver enfraquecimento "das capacidades do exército francês".

O risco acrescido dos caças-bombardeiros

Vários líderes ocidentais têm manifestado receio de que o fornecimento de aviões possa levar o conflito para um próximo nível que ninguém quer assumir.

Desde o início do conflito que têm existido discussões sobre a possibilidade de fornecer a Kiev caças MiG-29 de fabrico soviético com os quais os pilotos ucranianos estão familiarizados.

Logo em março, o Pentágono rejeitou a proposta da Polónia de transferir os seus MiG-29 para a Ucrânia, através de uma base americana na Alemanha, citando um elevado risco de desencadear uma escalada entre a Rússia e a NATO.

A Ucrânia herdou uma frota significativa de aviões de guerra de fabrico soviético, incluindo aviões de caça Su-27 e MiG-29 e aviões de ataque terrestre Su-25.

A mudança para aeronaves ocidentais exigiria que as tripulações ucranianas passassem por um longo treino e levantaria também desafios logísticos ligados à sua manutenção e reparação.

Questionado sobre os fornecimentos de armas ocidentais à Ucrânia, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, repetiu a cartilha do Kremlin, segundo a qual: "há muito que a NATO está diretamente envolvida numa guerra híbrida contra a Rússia".

Lavrov acrescentou que os militares russos "tomarão todas as medidas necessárias para descarrilar o cumprimento dos planos ocidentais".

Entretanto, no terreno, Moscovo continua a reclamar avanços na frente de batalha na região de Bakhmut. 

De acordo com o Ministério da Defesa russo, as suas tropas tomaram o assentamento de Blahodatne no oblast de Donetsk. Os sistemas de artilharia franceses e norte-americanos foram alegadamente destruídos na operação.

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Ao mesmo tempo, Moscovo lançou imagens de um comboio militar equipado com "a mais recente tecnologia" e concebido para o reconhecimento técnico, desminagem e reparação do caminho-de-ferro.

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