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"Fortes indícios" de que Putin forneceu míssil que abateu voo MH17

O voo MH17 partiu de Amesterdão rumo a Kuala Lumpur a 17 de julho de 2014, mas acabou por cair ao sobrevoar a Ucrânia
O voo MH17 partiu de Amesterdão rumo a Kuala Lumpur a 17 de julho de 2014, mas acabou por cair ao sobrevoar a Ucrânia Direitos de autor Dmitry Lovetsky/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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De  Euronews
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Investigadores holandeses divulgaram telefonema intercetado em que assessor das autoridades russas fala em atraso no envio de míssil

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O nome do presidente russo, Vladimir Putin, ficará, para sempre, associado à queda do avião da MalaysiaAirlines sobre a Ucrânia, que, em 2014, fazia a ligação entre Amesterdão e KualaLumpur.

Os investigadores holandeses do caso confirmaram, esta quarta-feira, que "há fortes indícios" de que Putin aprovou, pessoalmente, a decisão de fornecer aos separatistas pró-russos da autoproclamada República Popular de Donetsk, no leste da Ucrânia, o míssil que deitou por terra o voo MH17.

"Há fortes indícios de que o presidente Vladimir Putin tomou uma decisão a nível presidencial para fornecer aos separatistas da República Popular de Donetsk o míssil Buk-TELAR, ou eventualmente, um sistema de defesa aérea mais pesado", sublinhou, em comunicado, a equipa conjunta de investigação internacional (JIT).

No entanto, como o presidente russo goza de imunidade como chefe de Estado, é infrutífera qualquer tentativa de processá-lo, ressalva o grupo.

Os investigadores acrescentaram que intercetaram conversas telefónicas em que um assessor das autoridades russas refere um atraso no envio do míssil que aconteceu "porque só há um que decide (...), aquele que está atualmente numa cimeira em França."

Na altura, a 5 e 6 de junho de 2014, o presidente russo estava em França para as comemorações do Dia D.

Investigação suspensa

Os investigadores anunciaram que vão suspender a investigação, devido à falta de provas para seguir em frente.

"Neste momento, a investigação atingiu o limite. Todas as pistas foram esgotadas. A investigação está, portanto, suspensa. Não há provas suficientes para prosseguir com o processo."
Digna van Boetzelaer
Procuradora holandesa

O anúncio de suspensão de trabalhos surge menos de três meses depois de um tribunal dos Países Baixos ter condenado dois russos e um ucraniano pelo assassínio dos passageiros e tripulantes do voo MH17, após um julgamento à revelia.

O voo MH17 partiu de Amesterdão rumo a Kuala Lumpur a 17 de julho de 2014.

Nunca chegou a completar o circuito da viagem porque foi abatido quando sobrevoava território controlado por rebeldes pró-russos no leste da Ucrânia. Todas as 298 pessoas que se encontravam a bordo morreram.

Moscovo nega qualquer responsabilidade e envolvimento no acidente.

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