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Erdogan vê liderança da Turquia em risco à beira das eleições

Recep Tayyip Erdogan conta com eleitorado islâmico e conservador para renovar o mandato como presidente da Turquia
Recep Tayyip Erdogan conta com eleitorado islâmico e conservador para renovar o mandato como presidente da Turquia Direitos de autor  Khalil Hamra/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
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De Euronews
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Sondagens dão uma ligeira vantagem ao líder da oposição, Kemal Kilicdaroglu. Presidência da Turquia poderá só ficar decidida numa segunda volta.

A Turquia vai a votos este domingo, em eleições presidenciais e legislativas, e, pela primeira vez em duas décadas de liderança, Recep Tayyip Erdogan vê a renovação de mandato à frente da presidência ameaçada.

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As sondagens dão uma ligeira vantagem ao principal candidato da oposição, Kemal Kilicdaroglu, do Partido Republicano do Povo (CHP), apesar de Kilicdaroglu ter já acusado a Rússia de "interferir" no processo eleitoral. 

O Kremlin nega as acusações. E o cenário mais provável é o de uma segunda volta.

Castigado por uma crise económica e o impacto do terramoto de fevereiro, o presidente turco conta com os bastiões do partido nas regiões mais afetadas pelo sismo para manter o poder. Mas alguns analistas políticos preveem um aumento da abstenção nesses locais.

Por outro lado, estima-se que este ano a afluência às urnas possa atingir um novo máximo. Só entre a diáspora, revelava o jornal turco Daily Sabah, esta quarta-feira, 10 de maio, já votaram mais de 1,8 milhões de eleitores.

Outro fator decisivo pode ser o voto de seis milhões novos eleitores, uma população que equivale a quase 10% do eleitorado e para quem as questões humanitárias podem ser preponderantes.

A Human Rights Watch, num relatório de 2022, revelou que milhares de pessoas têm sido presas e julgadas todos os anos na Turquia, por difamação, insultos ao presidente ou disseminação de propaganda terrorista. Na base das condenações estão muitas vezes publicações nas redes sociais.

Perante a perspetiva de um resultado desfavorável, Erdogan comparou já às eleições à noite da tentativa de golpe de Estado de 2016, dizendo estar preparado para "defender a independência" do país, tal como alega ter feito nessa altura.

No entanto o atual presidente já afirmou também que vai respeitar resultado das eleições e, caso necessário, transferir o poder de acordo com as regras da democracia.

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