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Prazo de vida no submersível do Titanic esgotou-se à chegada do "Victor 6000"

Submersível "Titan", no domingo, a ser preparado para o mergulho
Submersível "Titan", no domingo, a ser preparado para o mergulho Direitos de autor Action Aviation via AP
Direitos de autor Action Aviation via AP
De  Francisco Marques
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Sons subaquáticos aumentaram esperança de um resgate com sucesso das cinco pessoas a bordo do "Titan", incontactáveis desde domingo e já com hora e minutos definidos para ficarem sem oxigénio

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O navio francês "Atalante" já chegou à zona das buscas pelo submersível "Titan", que está incontactável desde que no domingo iniciou um mergulho rumo aos destroços do Titanic.

A bordo do barco europeu segue o robô "Victor 6000", especializado em mergulho de grande profundidade, e uma sonda de eco que irá perscrutar o fundo do mar para tornar mais precisa a operação de busca do robô-mergulhador.

As buscas pelo submersível do Titanic intensificam-se à medida que se entra nas derradeiras horas do prazo de vida dentro do submersível, onde estarão cinco pessoas que embarcaram para uma aventura subaquática a quase quatro mil metros de profundidade no Atlântico Norte.

De acordo com fonte da guarda-costeira norte-americana, as reservas de oxigénio do "Titan" deviam esgotar-se pelas 07:08 horas locais (12:08 horas em Lisboa), mas alguns especialistas admitem que o prazo pode ser prolongado se as pessoas a bordo tomaram medidas para poupar o consumo de oxigénio, medida para a qual pelo menos o piloto e o guia estarão devidamente preparados.

Pressionadas pelo prazo de vida no submersível, as operações estão agora a ser reforçadas com barcos europeus, equipados com robôs de mergulho a alta profundidade e outros submersíveis no tripulados, que deverão varrer o fundo do mar de uma área agora mais limitada, onde foram registados ruídos subaquáticos na terça e quarta, sem no entanto se concretizarem em resultados concretos.

É um momento extremamente difícil. Temos de nos manter otimistas e esperançosos.
Jamie Frederik
Capitão da guarda-costeira dos EUA

"Estamos mesmo no meio de uma operação de busca e resgate e não quero entrar na discussão de quando a devemos terminar em relação a este caso", afirmou Jamie Frederik, capitão da guarda-costeira dos Estados Unidos, uma das autoridades na coordenação das operações de busca pelo "Titan", ao lado da congénere canadiana e da marinha norte-americana.

O "Titan" está incontactável desde domingo, estando equipado com um sistema de apoio de vida para cinco pessoas e capacidade para 96 horas, prazo prestes a esgotar-se esta quinta-feira de manhã (hora local).

A bordo seguem, de acordo com diversos meios de comunicação, o aventureiro britânico Hamish Harding, de 58 anos; Shahzada e Suleman Dawood, pai e filho, de 48 e 19 anos, de uma das famílias mais abastadas do Paquistão; Paul-Henry Nargeolet, de 77, um antigo mergulhador da marinha francesa; e Stockton Rush, de 61, o diretor-executivo da OceanGate, proprietária e operadora do "Titan".

O submersível é feito de fibra de carbono e titânio; mede 6,7 metros de comprimento; e pode transportar cinco pessoas, normalmente um piloto, um guia e três convidados ou turistas.

As viagens ao Titanic duram normalmente oito horas, das quais três para a descida. A autossuficiência da viagem em curso esgota-se esta quinta-feira. A porta do submersível só pode ser aberta a partir do exterior.

A recente deteção dos sons aumentou a esperança de se poder localizar o veículo submergível não autónomo e de os passageiros se manterem vivos, mas a cada segundo que passa essa esperança reduz-se

Restam poucas horas para encontrar as cinco pessoas a bordo do "Titan", numa aventura turística avaliada em cerca de 230 mil euros, para a qual o empresário português Mário Ferreira, amigo de Hamish Harding, teve lugar reservado durante dois meses, tendo acabado por desistir desta viagem ao Titanic, devido a incompatibilidades de agenda.

"Achei que não devia ir e não fui. Ainda bem que não fui", desabafou Mário Ferreira, ao Jornal Público, que em abril já havia partilhado a amigos a impossibilidade de viajar rumo ao Titanic e a oferecer o lugar que, avisava, "não é barato".

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