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Ucrânia mantém avanço lento na contraofensiva e Putin faz revelação sobre os Wagner

Ucranianos prepararam sistema de foguetes GRAD, de fabrico soviético, perto de Bakhmut
Ucranianos prepararam sistema de foguetes GRAD, de fabrico soviético, perto de Bakhmut Direitos de autor Roman Chop via AP
Direitos de autor Roman Chop via AP
De  Francisco Marques
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As forças ucranianas recuperaram mais alguns quilómetros de território, embora o líder da Chechénia desvalorize esse sucesso. O Presidente russo voltou a falar

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A Ucrânia conseguiu recuperar esta sexta-feira mais alguns quilómetros de terreno na contraofensiva à invasão russa iniciada há quase ano e meio no leste e sul do país.

Só na região de Melitopol, a Ucrânia terá avançado 1.700 metros, estima o Instituto para o Estudo da Guerra, de acordo com os dados compilados na atualização diária.

Na respetiva atualização desta manhã, as forças armadas ucranianas dizem ter registado ao longo de sexta-feira pelo menos 32 confrontos com o inimigo e que a Rússia realizou pelo menos meia centena de ataques aéreos, incluindo o disparo de 43 mísseis e diversos drones de fabrico iraniano, sem ter ainda concluído o levantamento de eventuais danos além de algumas casas particulares.

"Temos todos de entender de forma muito clara, tanto quanto possível, que as forças russas nos nossos territórios a sul e a leste estão a investir tudo o que tem para parar os nossos soldados. E a cada quilómetro que avançamos, cada sucesso dos nossos soldados merece gratidão", afirmou o Presidente Volodymyr Zelenskyy, na habitual comunicação no final de cada de dia.

Num levantamento parcial, sem verificação neutra, as forças armadas da Ucrânia estimaram ainda esta sexta-feira já ter abatido 237.180 soldados afetos ao Kremlin, incluindo 590 só nesta última sexta-feira, 4.102 tanques (+5), 8.019 veículos blindados (+11) e 4.463 sistemas de artilharia (+14) e 425 sistemas móveis de defesa antiaérea (+2).

Do lado russo, a agência TASS relatou uma forte investida ucraniana pela região ocupada de Donetsk e deu conta do anúncio do líder da Chechénia, Ramzan Kadyrov, da captura perto de Bakhmut de oito soldados ucranianos, alegando que os relatos de sucesso ucraniano naquela região são falsos.

A mesma fonte sublinhou ainda a greve numa fábrica de armamento na Escócia, noticiada sexta-feira pelo jornal Mirror, como eventual causa de um atraso na entrega de mísseis Storm Shadow e Brimstone pelo Reino Unido à Ucrânia, que a TASS diz estar a necessitar com urgência de mais armamento.

O jornal britânico explica que os trabalhadores da fábrica escocesa estão a exigir salários mais justos porque "ganham pouco acima do ordenado mínimo e podem ganhar mais a mover 'latas de feijão' em supermercados".

Numa entrevista ao jornal "Kommersant", o Presidente da Rússia admitiu estar ainda a tentar derrubar Yevgeny Prigozhin e assumir o controlo dos mercenários do grupo Wagner. 

Vladimr Putin disse ter proposto aos mercenários continuarem a combater na apelidada "operação militar especial" na Ucrânia, mas substituindo a liderança do grupo, o que terá sido recusado pelos paramilitares. 

Prigozhin mantém o silêncio iniciado há semanas, praticamente desde a revolta que liderou a 23 e 24 de junho contra as lideranças militares russas.

Entretanto, alguns supostos paramilitares seniores do grupo de Prigozhin foram filmados na Bielorrússia alegadamente a dar formação militar a soldados bielorrussos.

Outras fontes • Interfax, TASS, Kommersant

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