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Mulheres afegãs inscrevem-se em aulas online para continuarem os estudos

As restrições impostas às mulheres aumentam de dia para dia no Afeganistão
As restrições impostas às mulheres aumentam de dia para dia no Afeganistão Direitos de autor Gemunu Amarasinghe/AP
Direitos de autor Gemunu Amarasinghe/AP
De  euronews
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Para numerosas mulheres, a vida no Afeganistão é uma corrida de obstáculos dominada pelo medo e pela incerteza.

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Passaram dois anos desde a tomada do Afeganistão pelos talibãs. A euronews esteve no país para falar com várias mulheres sobre as dificuldades que enfrentam todos os dias.

"Para mim, e para milhões de raparigas e mulheres que vivem neste país, a vida é marcada pela tristeza, pela dor e por muita desilusão. As raparigas afegãs vivem todos os dias preocupadas com o que lhes irá acontecer e face ao futuro. Elas enfrentam um futuro desconhecido, porque as mulheres não estão autorizadas a fazer várias coisas. Há restrições e as restrições aumentam todos os dias. Por exemplo, primeiro, as mulheres foram proibidas de ir à escola, depois foram proibidas de ir às universidades, depois, não podiam ir sozinhas aos mercados e foram proibidas de viajar sozinhas sem mahram", contou à euronews uma jovem afegã que não quis identificar-se, por razões de segurança.

Mulheres inscrevem-se em cursos online

Antes do regresso do grupo terrorista afegão ao poder, mais de 100 mil mulheres afegãs estavam inscritas em universidades públicas ou privadas no Afeganistão. Atualmente, muitas mulheres são obrigadas a fazer cursos online para estudar.

"O número de candidatas aumentou imenso. Passámos de 1000 para 2000. Dissemos que íamos acolher 2000 mulheres. O número continuou a crescer. Neste momento, temos 21 mil mulheres afegãs a candidatar-se à nossa universidade. Aceitámos 2500. Por isso, há 2500 mulheres atualmente a estudar na Universidade do Povo e gostaríamos de poder formar muitas mais. Não sabemos para onde vai o Afeganistão. E não sabemos como será o Afeganistão daqui a cinco ou dez anos. Mas nós, tal como os nossos estudantes, acreditamos que, se existe uma oportunidade para um futuro melhor, devemos aproveitá-la, e dar essa oportunidade às pessoas", disse à euronews Shai Reshef, presidente da Universidade do Povo.

Dificuldades de acesso à eletricidade e à internet

As numerosas proibições em relação à educação das raparigas e das mulheres são algumas das medidas mais preocupantes impostas pelos Talibãs devido aos seus efeitos de longo prazo.

Além das restrições impostas pelos talibãs, as mulheres enfrentam outros obstáculos para poderem estudar, como as dificuldades de ligação à rede elétrica e à Internet.

"Paz não é apenas ausência de guerra"

Os Talibãs afirmam que puseram fim a 40 anos de conflito, mas, para as populações, em particular as mulheres, a guerra continua.

"A paz não significa apenas ausência de guerra. Para mim, a paz significa ter o direito de sermos nós próprios e de fazermos as nossas próprias escolhas. Nós somos a parte desta sociedade que é marginalizada e que não tem qualquer direito neste país. A situação não é boa para nós e está a piorar de dia para dia", sublinhou a mesma fonte.

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