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A força de Putin entre os russos após a morte do líder do grupo Wagner

Putin, no Kremlin, esta segunda-feira, 28 de agosto
Putin, no Kremlin, esta segunda-feira, 28 de agosto Direitos de autor Mikhail Klimentyev, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
Direitos de autor Mikhail Klimentyev, Sputnik, Kremlin Pool Photo via AP
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Analistas da política russa explicam pela Euronews o que está a suceder na Federação da Rússia após o alegado funeral do líder do grupo Wagner

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De acordo com algumas sondagens, de organismos validados pelo Kremlin como

o Centro estatal de Estudos de Opinião Pública ou o centro não-governamental Levada, 82% dos russos aprovam Putin como Presidente e essa validação têm-se mantido mesmo após a revolta dos Wagner no final de junho.

O sociólogo russo Denis Kolkov considera que a reação de Putin à revolta, quando promoveu diversos eventos em que se mostrou junto do povo, pode ter ajudado.

"Primeiro, por um lado, ele apresentou uma posição inequívoca. Depois, foi ao encontro das pessoas, o que não acontecia há muito tempo. Por exemplo, quando foi ter com as pessoas no norte do Cáucaso, penso ter sido um sinal para as elites. Para que não se esqueçam de quem é que as pessoas gostam", considerou Denis Volkov, sociologista e diretor Centro de Estudos Analíticos Levada.

Após a morte de Yevgeny Prigozhin, alguns analistas da política russa antecipam um endurecimento da postura de Putin para manter o poder sob controlo e tentar submeter os Wagner ao Kremlin.

Anna Matveeva, especialista em conflitos e segurança no Instituto Russo do King's College em Londres, diz que "se olharmos, neste momento, ao que tem acontecido na linha da frente da guerra, percebe-se não há muita necessidade russa da presença dos Wagner na Ucrânia". 

"O Ministério da Defesa russo têm conseguido segurar as linhas, mas se a Ucrânia conseguir um grande e súbito avanço, os Wagner podem voltar a ser necessários", perspetiva Matveeva.

Sergej Sumlenny, fundador e diretor geral do Centro da Iniciativa de Resiliência Europeia, elenca três desfechos que Putin deve demonstrar: "a): não há possibilidade de [os Wagner] assinarem um acordo com Putin e serão mortos de qualquer forma se protestarem; b): ele precisa de matar os oficiais para manter a ordem no seu próprio círculo; e c): livrou-se um comandante mais ou menos capaz e ficou com comandantes incapazes."

"Nnhum destes três possíveis desfechos é bom para Putin", admite, no entanto, Sumlenny, concluindo: "Ele pode livrar-se de Prigozhin ou Utkin, o oficial de comando dos Wagner, mas não consegue libertar-se desta atitude na Rússia de elogio à violência e de apelos a mais violência, a violência ilimitada e, conscientemente, promovendo crimes de guerra."

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