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Caos no Rio de Janeiro: Milícias paramilitares incendeiam 35 autocarros dos transportes públicos

Um dos 37 autocarros queimados por um grupo de milícias no Rio de Janeiro, 23 de outubro de 2023
Um dos 37 autocarros queimados por um grupo de milícias no Rio de Janeiro, 23 de outubro de 2023 Direitos de autor Ney Douglas/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Ney Douglas/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Euronews
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Supostos membros de milícias paramilitares incendiaram 35 autocarros, na segunda-feira, no Rio de Janeiro, depois de um dos seus líderes ter sido morto numa operação policial.

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As cenas caóticas eclodiram na zona oeste do Rio após uma operação que o governador do estado do Rio, Cláudio Castro, disse ter matado o sobrinho e braço direito de um chefe de milícia conhecido como “Zinho”, o suposto líder do grupo na região.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, reagiu num post no X, antigo Twitter.

A prefeitura declarou um alerta de nível três, numa escala de cinco nívei****s, sobre os distúrbios no popular destino turístico, alertando os moradores sobre “incidentes de alto impacto”.

A associação de operadores de transportes públicos, Rio Onibus, disse que 35 autocarros foram incendiados, incluindo cinco usados nas linhas especiais de trânsito rápido lançadas para as Olimpíadas do Rio em 2016.

O transporte público foi parcialmente suspenso na zona oeste da cidade.

Esta manhã, grande parte das linhas de autocarro afetadas já funcionavam. O perfeito, Eduardo Paes tem mantido a comunicação constante através das redes sociais.

Operações policiais contra gangues criminosas fortemente armadas são comuns no Rio de Janeiro, onde bairros pobres de favelas são frequentemente apanhados no fogo cruzado.

Grupos de milícias paramilitares controlam mais da metade do território da cidade, instalando um reinado de terror em bairros pobres que abrigam mais de dois milhões de pessoas, de acordo com um estudo de 2020 realizado por um consórcio de universidades, plataformas de vigilância online e uma linha direta anticrime do governo.

Os membros das milícias são frequentemente antigos agentes da polícia.

Eles inicialmente se formaram como grupos de vigilância de bairro para proteger os moradores dos gangues de traficantes da cidade, que é conhecida pelas suas praias pitorescas, mas também pelo crime violento.

As milícias, no entanto, rapidamente evoluíram para grupos do crime organizado, controlando setores que incluem serviços de Internet, televisão por cabo, transportes e construção.

A violência mais recente ocorreu depois de três médicos, que visitavam o Rio para uma conferência, terem sido mortos a tiros num bar à beira-mar, num bairro nobre, há três semanas.

Segundo os investigadores, os médicos ter sido alvo do engano dos criminosos, que confundiram um deles com um membro da milícia.

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