Israel diz ter matado três membros do Hamas num hospital na Cisjordânia

Palestinianos transportaram os corpos dos três elementos do Hamas, que foram mortos no ataque ao hospital
Palestinianos transportaram os corpos dos três elementos do Hamas, que foram mortos no ataque ao hospital Direitos de autor Majdi Mohammed/Copyright 2023 The AP All rights reserved
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Militares israelitas disfarçados de civis invadiram um hospital, em Jenin, na Cisjordânia ocupada, matando três pessoas. IDF dizem que vítimas eram elementos do Hamas.

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Três pessoas morreram esta terça-feira num ataque israelita ao Hospital Ibn Sina, em Jenin, na Cisjordânia ocupada, onde a violência aumentou desde o início da guerra em Gaza.

As três pessoas foram identificadas pelas Forças de Defesa de Israel como membros do Hamas.

Segundo Israel, os três membros do Hamas estavam escondidos no hospital e planeavam um ataque "inspirado nos acontecimentos de 7 de outubro", a acontecer "no imediato".

O mais proeminente dos três, Muhammad Jalamana, de 27 anos, foi encontrado com uma arma que foi confiscada, indicam as forças israelitas.

Os alegados elementos do Hamas eram Muhammad Jalamana, que supostamente "manteve contactos com o grupo no exterior e chegou a ficar ferido quando tentou realizar um ataque com carros-bomba", Muhammad Azawi, "ativista das Brigadas Jenin, que está envolvido em diversas atividades terroristas", e Bassel Azawi, irmão deste e "militar envolvido em atividades terroristas".

O Ministério da Saúde palestiniano disse que as forças israelitas abriram fogo dentro das alas do hospital, condenando o ataque e apelando à comunidade internacional para pressionar o exército de Israel a interromper tais operações em hospitais. 

Um porta-voz do hospital, cita a AP, disse que não houve troca de tiros, indicando que foi um assassinato intencional.

Imagens captadas pelas câmaras de segurança a circular nas redes sociais mostram pelo menos uma dezena de homens armados, disfarçados de mulheres com burcas e de funcionários do hospital com batas de médico. 

Israel tem sido alvo de fortes críticas pelos ataques direcionados a hospitais em Gaza, que têm servido de abrigo para população deslocada, mas também para as dezenas de milhares de palestinianos feridos na guerra, apesar de os serviços de saúde no território sitiado estarem à beira do colapso.

A falta de recursos, incluindo combustível e equipamento médico, devido às restrições impostas por Israel, bem como os combates incessantes nas proximidades e no interior de hospitais, têm dificultado a assistência médica.

De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, o número de palestinianos mortos desde 7 de outubro supera os 26.700 e o número de feridos ultrapassa os 65.630.

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