Ativistas pró-Palestina vandalizam edifício do MNE em Lisboa: "Israel Mata, Portugal Apoia"

Edifício do MNE vandalizado
Edifício do MNE vandalizado Direitos de autor Coletivo pela Libertação da Palestina/Instagram
De  Euronews
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button

Edifício do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, foi vandalizado esta segunda-feira.

PUBLICIDADE

Um grupo de ativistas pró-Palestina pintou esta segunda-feira a fachada do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, e partiu vidros das janelas junto à entrada principal do edifício. Na porta, lia-se a frase "Israel Mata, Portugal Apoia".

O ato foi reivindicado nas redes sociais pelo Coletivo pela Libertação da Palestina, que frisou que quis denunciar o apoio do Governo português a Telavive.

"Um grupo solidário com a resistência palestiniana e com o Coletivo pela Libertação da Palestina, o Climáximo e a Greve Climática Estudantil de Lisboa pintaram na fachada do edifício a frase: 'Israel mata, Portugal apoia'. Denunciam o apoio do governo português e, particularmente, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, a um projeto colonial que, há mais de 75 anos, tem por base a limpeza étnica do povo palestiniano", lê-se na publicação.

"Desde 7 de outubro de 2023, o ministro João Cravinho foi rápido a mostrar a sua solidariedade para com o regime sionista. Só no início de fevereiro, quando já mais de 25 mil pessoas palestinianas tinham sido mortas na Faixa de Gaza e quase dois milhões tornadas refugiadas, João Cravinho esboçou, finalmente, o mais parecido que ouvimos até hoje com uma crítica. Palavras, apenas, não chegam", acrescenta o texto dos ativistas.

"No dia em que João Cravinho se reune com outros ministros da União Europeia, dizemos que não aceitamos menos do que o boicote e a aplicação de sanções ao estado colonial sionista e o desinvestimento em todas as empresas cúmplices com a ocupação. Não podemos consentir com instituições que apoiam o genocídio. Hoje tornamos impossível ignorar o papel do governo e do MNE na legitimação do apartheid e da limpeza étnica de todo um povo. Lutamos pelo fim da ocupação da Palestina e a autodeterminação do seu povo. Não assistiremos paradas ao genocídio", termina a publicação.

Fonte da GNR disse à agência Lusa que os oficiais no interior do edifício se aperceberam pelas 03:00 que os vidros tinham sido partidos, mas ninguém foi detido, e que só as imagens de videovigilância permitirão identificar os autores do ato de vandalismo.

Os chefes da diplomacia europeia, incluindo o português João Gomes Cravinho, estão esta segunda-feira reunidos em Bruxelas, para debater as tensões no Mar Vermelho e a crise no Médio Oriente.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Número de mortos em Gaza ultrapassa 29 mil. Tensão no Líbano segue em crescendo

Manifestações em Israel exigem eleições antecipadas e libertação dos reféns

Espanha e Irlanda pedem "revisão urgente" do acordo UE-Israel