Biden confirma que Estados Unidos vão construir porto para enviar ajuda a Gaza por via marítima

Joe Biden discursa no Estado da União
Joe Biden discursa no Estado da União Direitos de autor AP Photo
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No discurso do Estado da União, o presidente americano garantiu que não haverá tropas americanas no terreno e exigiu que Israel "faça a sua parte" para proporcionar segurança suficiente aos esforços humanitários. "A assistência humanitária não pode ser uma moeda de troca", avisou Biden.

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Os Estados Unidos vão construir um porto temporário para a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza por via marítima.  

O anúncio foi feito, esta quinta-feira, pelo presidente americano, Joe Biden, no discurso sobre o Estado da União. O porto temporário terá capacidade para receber navios que fornecerá alimentos, água, medicamentos e abrigos temporários. Prevê-se que o porto demore várias semanas a ser planeado e executado.

O general Erik Kurilla, do Comando Central dos Estados Unidos, em discurso no Senado, não excluiu o envio de um navio-hospital.

Biden sublinhou que não haverá tropas americanas no terreno e exigiu que Israel "faça a sua parte" para proporcionar segurança suficiente aos esforços humanitários. 

O presidente dos Estados Unidos reiterou que Israel tem todo o direito de se defender e de fazer tudo o que estiver ao seu alcance para libertar os reféns, mas sublingou que as vidas dos civis de Gaza são igualmente importantes.

"A assistência humanitária não pode ser uma consideração secundária ou uma moeda de troca", vincou.

Pressão sobre Israel para deixar entrar mais ajuda em Gaza

Neste momento, as rotas de ajuda terrestre, muito limitadas, são complementadas por lançamentos aéreos efetuados por vários países da região, da Europa e pelos Estados Unidos. Ainda assim, este tipo de assistência é visto pelos grupos de ajuda humanitária mais como um apoio moral.

A coordenadora Sénior das Nações Unidas para a Ajuda Humanitária e a Reconstrução em Gaza, falou nas Nações Unidas na quinta-feira, considerando que os lançamentos aéreos de comida são "um testemunho da humanidade partilhada", mas apenas "uma gota no oceano". Sigrid Kaag reiterou  que a utilização das passagens terrestres para a disponibilização de apoio humanitário "continua a ser a melhor solução".

Israel está sob pressão para autorizar a entrada de mais camiões diários com a abertura de mais pontos de passagem. 

As autoridades israelitas, por sua vez, afirmam que o problema não é o transporte transfronteiriço da ajuda, antes a distribuição dessa ajuda em Gaza. Avi Hyman, porta-voz do governo israelita, acusou na quinta-feira os combatentes do Hamas de desviarem o apoio humanitário dos habitantes de Gaza.

Espanha contraria países ocidentais e anuncia apoio à UNRWA

A Espanha anunciou esta quinta-feira um novo investimento na Agência das Nações Unidas de Apoio aos Refugiados Palestinianos (UNRWA). 

O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros reuniu-se em Madrid com o diretor da UNRWA, Philippe Lazzarini, e revelou que o país vai contribuir com 20 milhões de euros para a organização, que se encontra numa situação complicada na sequência de escândalos e acusações, com muitos países suspenderem o financiamento

A UNRWA referiu várias vezes que poderia suspender as suas actividades devido à falta de financiamento.

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