Giorgia Meloni visita Egito para conter imigração ilegal

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De  Manuel Ribeiro Euronews
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A primeira-ministra da Itália vai ao Egito no domingo para assinar uma série de memorandos entre eles está um acordo para ajudar a conter a crise migratória. O Egito já fez saber que está muito preocupado com um possível êxodo de migrantes provenientes de Gaza.

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Com cerca de 800 migrantes acabados de desembarcar em Lampedusa em apenas 36 horas – quinta e sexta-feira – a Itália anuncia um novo passo na contenção da migração ilegal. Giorgia Meloni vai ao Egito no domingo para assinar um Memorando de Entendimento – semelhante ao já assinado com a Tunísia – para conter as rotas de migração.

O Memorando está incluído no “Plano Mattei”, um programa de 5,5 mil milhões de euros que prevê investimentos significativos no desenvolvimento dos países africanos para torná-los mais atrativos económica e socialmente para os seus cidadãos.

A visita ao Egito “está relacionada com o Plano Mattei, especialmente para a colaboração em produção agrícola e formação, mas também assinaremos uma série de acordos de colaboração em saúde, apoio a pequenas e médias empresas e investimentos", disse Giorgia Meloni.

União Europeia prepara pacote de ajuda de 7,4 mil milhões de euros

Meloni será acompanhada pela chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pelos primeiros-ministros da Bélgica e da Grécia e outros diplomatas europeus. A comitiva deverá anunciar um pacote de ajuda no valor de 7,4 mil milhões de euros que, segundo o Financial Times, visa apoiar a economia egípcia que corre o risco de piorar por causa dos conflitos no Sudão e na Faixa de Gaza aumentando a pressão migratória para a Europa.

El-Sissi está preocupado com potencial êxodo migratório a partir de Rafah

Na sexta-feira, o presidente egipico alertou novamente para as graves consequências que a operação israelita em Rafah poderá causar: um fluxo de refugiados palestinianos para o Egito.

Num encontro com cadetes da academia de polícia no Cairo, El-Sissi apela ao cessar-fogo entre Israel e o Hamas para permitir que a ajuda “ponha fim à fome e ao seu impacto sobre o povo palestiniano” e alertou para a expansão da guerra na região, dizendo que ameaçaria “a segurança da navegação no Mar Vermelho e no Canal de Suez”, o que, por sua vez, afetaria o comércio internacional.

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