Ucrânia intensifica ataques com drones contra a Rússia

Boris Pistorius, ministro alemão da Defesa (esquerda) encontra-se com o homólogo ucraniano, Rustem Umjerow, na base americana de Ramstein, na Alemanha.
Boris Pistorius, ministro alemão da Defesa (esquerda) encontra-se com o homólogo ucraniano, Rustem Umjerow, na base americana de Ramstein, na Alemanha. Direitos de autor Uwe Anspach/(c) Copyright 2024, dpa (www.dpa.de). Alle Rechte vorbehalten
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Drones ucranianos foram lançados contra a base militar russa de Engels, mais de 800 quilómetros a leste da fronteira ucraniana. Devido aos raides aéreos de Kiev, o governador de Belgorod anunciou que 9 mil crianças serão retiradas das áreas que fazem fronteira com a Ucrânia.

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Drones ucranianos atacaram, às primeiras horas desta quarta-feira, a base aérea de Engels, no interior da Rússia, situada a mais de 800 quilómetros da fronteira com a Ucrãnia. Foram ouvidas pelo menos quatro explosões.

O governador da região de Saratov, onde a base está localizada, não relatou quaisquer danos. O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que foram abatidos cinco drones ucranianos nas regiões de Saratov e Belgorod. 

A base de Engels, já atacada várias vezes, é a principal sede da frota russa de bombardeiros estratégicos de longo alcance, usados para lançar mísseis contra a Ucrânia, e está situada perto da cidade de Saratov - cerca de 730 quilómetros a sudeste de Moscovo.

Governador de Belgorod obrigado a reforçar a segurança

Os raides aéreos ucranianos com recurso a drones têm-se intensificado nas últimas semanas o que já levou as autoridades russas a reforçarem as medidas de segurança.

O governador de Belgorod avançou que  cerca de 9 mil crianças serão afastadas das zonas fronteiriças com a Ucrânia, sendo que 1.200 delas vão ser retiradas já na próxima sexta-feira.

Na terça-feira, o Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano comentou os ataques de drones ucranianos no interior da Rússia, nomeadamente os que visam refinarias de petróleo, durante uma conferência de imprensa com jornalistas estrangeiros.

"O que quer que esteja a acontecer ali é uma consequência direta da agressão ilegal e não provocada da Rússia contra a Ucrânia. Se Putin não tivesse lançado a agressão, milhares de russos não teriam sido mortos na Ucrânia e nada disto estaria a acontecer na própria Rússia", disse Dmytro Kuleba.

Envio de mais ajuda militar para a Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy agradeceu aos seus aliados depois de mais países se terem juntado à iniciativa checa de envio de munições para a Ucrânia.

"Os drones ucranianos já estão a demonstrar resultados poderosos, e temos de aumentar significativamente a componente internacional da nossa cooperação. O nosso reforço em matéria de drones tem de ser sentido na linha da frente.", afirmou Zelenskyy. 

O Secretário da Defesa americano, Lloyd Austin, prometeu na terça-feira que os Estados Unidos continuarão a apoiar o esforço de guerra da Ucrânia contra a Rússia, mesmo quando o Congresso dos EUA continua a bloquear o financiamento para o envio de armas adicionais para a frente de combate.

A Alemanha anunciou um pacote de 500 milhões de euros, composto por dezenas de milhares de munições e 200 veículos blindados de infantaria e de transporte.

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