Montenegro indigitado primeiro-ministro. Novo governo apresenta-se a 28 e toma posse a 2 de abril

Luís Montenegro volta a Belém na quinta-feira dia 28 para apresentar a composição do Governo
Luís Montenegro volta a Belém na quinta-feira dia 28 para apresentar a composição do Governo Direitos de autor Armando Franca/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
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Luís Montenegro foi indigitado primeiro-ministro esta madrugada e partiu para Bruxelas para se encontrar com Von der Leyen e participar na cimeira do PPE.

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O presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa indigitou Luís Montenegro como primeiro-ministro na madrugada desta quinta-feira, após o apuramento dos votos dos círculos da emigração.

"Tendo o Presidente da República procedido à audição dos partidos e coligações de partidos que se apresentaram às eleições de 10 de março para a Assembleia da República e obtiveram mandatos de deputados, tendo a Aliança Democrática vencido as eleições em mandatos e em votos, e tendo o Secretário-Geral do Partido Socialista reconhecido e confirmado que seria líder da Oposição, o Presidente da República decidiu indigitar o Dr. Luís Montenegro como Primeiro-Ministro, apresentando oportunamente ao Presidente da República a orgânica e composição do XXIV Governo Constitucional", informa uma nota divulgada, já depois da meia-noite, o site da Presidência.

Já depois de ter estado reunido com Marcelo Rebelo de Sousa, o líder social-democrata adiantou aos jornalistas que acertou com o presidente que na quinta-feira dia 28 irá a Belém apresentar a composição do seu governo que irá tomar posse a 2 de abril.

O novo primeiro-ministro explicou a importância da urgência na indigitação dada a reunião agendada para esta manhã de quinta-feira em Bruxelas com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com os líderes dos partidos que compõem a família europeia à qual pertence o PSD, o Partido Popular Europeu (PPE).

A cimeira do PPE antecede a cimeira de líderes europeus. A reunião do grupo político europeu, no qual também se insere o CDS-PP - que foi a votos coligado com o PSD nestas eleições legislativas -, tem início previsto para as 11h locais (10h em Lisboa).

Von der Leyen também pertence à mesma família política e o presidente do PSD apoiou a recente candidatura da alemã a mais um mandato à frente da Comissão Europeia. 

O primeiro ato de Luís Montenegro enquanto primeiro-ministro indigitado coincide ainda com a última participação de António Costa enquanto primeiro-ministro cessante na reunião do Conselho Europeu, que tem início durante esta tarde. Luís Montenegro já deverá participar enquanto primeiro-ministro em funções na próxima reunião do Conselho Europeu, agendada para 17 e 18 de abril.

Após a indigitação, Costa felicitou Montenegro desejando-lhe "o maior sucesso na governação". 

"O governo naturalmente assegurará a melhor colaboração na transição de pastas e na instalação do XXIV governo constitucional", escreveu o primeiro-ministro cessante na rede social X.

Chega vence nos círculos da emigração com 18,30%, AD em segundo

O Chega venceu a votação nos círculos da emigração, com 18,30% e um total de 61.039 de votos. Com este resultado o partido de André Ventura conseguiu a eleição de José Dias Fernandes no círculo pela Europa e Manuel Magno Alves no círculo por fora da Europa, conquistando assim mais dois mandatos.

O Chega fica assim com um grupo parlamentar de 50 deputados na Assembleia da República.

Em segundo lugar surge a AD, com 16,79% e um total de 55.986 votos. Menos 5.053 votos que o Chega. A AD elegeu assim apenas um deputado, no círculo por fora da Europa, José Cesário.

O PS ficou em terceiro, com 15,73% e 52.471 votos. São 8.568 votos de diferença para o Chega e 3.515 para a AD. Os socialistas elegeram apenas um deputado pelo círculo da Europa, Paulo Pisco. O Presidente da Assembleia da República cessante, Augusto Santos Silva, não conseguiu ser reeleito deputado no círculo por Fora da Europa, perdendo assim o seu lugar no Parlamento.

O socialista e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros assumiu, em entrevista na SIC Notícias, "a derrota política e pessoal" ao falhar a eleição, mas rejeitou fazer ilações sobre se os portugueses o tinham castigado nas urnaspela maneira com que lidou com o partido de André Ventura no Parlamento.

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