Novos ataques aéreos israelitas em Gaza fazem pelo menos 100 mortos

Novos ataques aéreos israelitas em Gaza fazem pelo menos 100 mortos
Novos ataques aéreos israelitas em Gaza fazem pelo menos 100 mortos Direitos de autor Leo Correa/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
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O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na quarta-feira que "a vitória não está completa" sem a entrada das Forças de Defesa de Israel na cidade de Rafah.

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Pelo menos 100 pessoas morreram, num só dia, na Faixa de Gaza, na sequência dos novos ataques aéreos israelitas na região. De acordo com as autoridades de Gaza, mais de 100 trabalhadores humanitários foram mortos na última semana e mais de uma dúzia ficaram feridos.

A agência noticiosa palestiniana Wafa divulgou um vídeo, na quarta-feira, que mostra os residentes da cidade de Deir al-Balah, no centro de Gaza, a inspecionar os danos causados nos edifícios após os bombardeamentos israelitas. Segundo a mesma fonte, Deir al-Balah foi atingida pelo ar e pelo mar.

Também na quarta-feira, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse que “a vitória não está completa até as Forças de Defesa de Israel entrem em Rafah”. Netanyahu referiu ainda, citado pelas agências internacionais, que os preparativos para uma invasão terrestre em Rafah "levariam tempo".

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, avisou repetidamente Israel para não iniciar uma operação terrestre em grande escala na cidade de Rafah, no sul do país, sem planos credíveis para proteger os palestinianos inocentes que ali procuraram refúgio.

Entretanto, o primeiro-ministro de Israel afirmou que as operações em solo palestiniano vão continuar, com o intuito de “eliminar e capturar altos funcionários do Hamas”, segundo as agências internacionais. No entanto, os funcionários da ONU alertaram para um possível colapso na distribuição da ajuda humanitária se as tropas avançarem para Rafah.

O diretor da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente (UNRWA), Philippe Lazzarini, citado pelas agências internacionais, afirmou que a fome se vai tornar brevemente na “principal causa de morte” na Faixa de Gaza. Desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, a 7 de outubro, foram mortos cerca de 31.923 palestinianos e 74. 096 ficaram feridos.

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