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Pelo menos 15 polícias mortos em ataques à mão armada na região russa do Daguestão

Daguestão, Rússia.
Daguestão, Rússia. Direitos de autor AP/GOLOS DAGESTANA
Direitos de autor AP/GOLOS DAGESTANA
De  Euronews
Publicado a Últimas notícias
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Entre as vítimas mortais estão também um padre ortodoxo e um segurança. Seis dos atacantes foram mortos, segundo o líder do Daguestão. Ataques a igrejas, sinagogas e esquadras da polícia, ainda não reivindicados por qualquer grupo, aconteceram na capital regional, Makhachkala, e em Derbent.

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Pelo menos 15 polícias foram mortos na sequência de uma série de ataques à mão armada, no domingo, a igrejas, sinagogas e esquadras da polícia em duas cidades do Daguestão, no sudoeste da Rússia.

Entre as vítimas mortais estão também um padre ortodoxo e um segurança.

O padre Nikolay, morto durante um ataque a uma igreja, foi identificado pelo presidente da Comissão de Controlo Público do Daguestão, Shamil Khadulaev.

"Cortaram-lhe a garganta. Tinha 66 anos e estava muito doente", afirmou Khadulaev, citado pela CNN.

Seis dos atacantes foram mortos, segundo o líder da República do Daguestão.

Foram decretados três dias de luto no Daguestão, com as bandeiras do Estado a meia haste, disse o presidente da região. Segundo a agência russa TASS, será igualmente prestada assistência financeira às famílias das vítimas.

Aberta operação antiterrorista

Os ataques aconteceram nas cidades de Makhachkala, a capital regional, e Derbent, que fica a cerca de 120 quilómetros de distância. Ainda não foram reivindicados por qualquer grupo, mas as forças policiais russas disseram à agência noticiosa estatal TASS, no domingo, que os atiradores no Daguestão eram "membros de uma organização terrorista internacional".

Foi aberta uma operação antiterrorista no Daguestão após os ataques, que acontecem cerca de três meses depois do atentado terrorista numa sala de espetáculos de Moscovo, que matou cerca de 140 pessoas e foi reivindicado pelo Estado Islâmico - ainda que as autoridades russas tenham apontado o dedo à Ucrânia e ao ocidente.

Em abril, os serviços secretos russos revelam que tinham detido um grupo de quatro pessoas na região do Daguestão que estavam "diretamente envolvidas no financiamento e no fornecimento de meios terroristas aos autores do ato terrorista" em Moscovo.

Sabe-se que militantes do Daguestão viajaram para a Síria no sentido de se juntarem ao autoproclamado Estado Islâmico.

Em 2015, o grupo terrorista declarou ter estabelecido uma posição no Norte do Cáucaso.

Entre 2007 e 2017, uma organização jihadista denominada Emirado do Cáucaso e, mais tarde, Emirado Islâmico do Cáucaso, levou a cabo ataques no Daguestão e nas repúblicas russas vizinhas da Chechénia, Inguchétia e Kabardino-Balkaria.

Domingo era um feriado religioso na Igreja Ortodoxa Russa, chamado Domingo de Pentecostes.

O Daguestão é uma das regiões mais pobres da Rússia, maioritariamente muçulmana, vizinha da Chechénia, onde as autoridades russas lutaram contra os separatistas em duas guerras brutais, primeiro entre 1994 e 1996 e, mais tarde, em 1999-2000.

Após derrotarem os independentistas chechenos, as autoridades russas têm estado envolvidas num conflito com militantes islâmicos de todo o Cáucaso do Norte, que já matou muitos civis e polícias.

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