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EUA terão ameaçado Delcy Rodríguez de morte, segundo áudio divulgado

Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela Direitos de autor  Ariana Cubillos/AP
Direitos de autor Ariana Cubillos/AP
De Jesús Maturana
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Num áudio divulgado, cuja veracidade não pôde ser comprovada, militares dos EUA terão ameaçado matar a presidente interina da Venezuela se não aceitasse as suas condições.

A Venezuela atravessa um novo episódio de turbulência política após a divulgação de uma gravação atribuída a Delcy Rodríguez, presidente interina do país. No material publicado, cuja veracidade não foi confirmada por fontes independentes, ouve-se uma voz que supostamente corresponde a Rodríguez relatando um episódio de pressão direta por parte das tropas americanas.

«Deram-nos 15 minutos para responder, caso contrário matavam-nos. E diante da informação que nos tinham dado de que eles (Maduro e a esposa) tinham sido assassinados, e não sequestrados, dissemos que estávamos prontos para correr o mesmo destino», ouve-se na gravação. O contexto do suposto ultimato não fica claro no áudio, embora pareça referir-se a momentos críticos do atual conflito político venezuelano.

O aparecimento deste material gerou reações divididas. Dentro do país, setores da oposição interpretam-no como evidência da fragilidade do governo. Fora da Venezuela, analistas debatem o nível real de participação dos Estados Unidos na crise interna. Até ao momento, nem Delcy Rodríguez nem as autoridades norte-americanas emitiram declarações oficiais sobre o conteúdo do áudio.

Acusações de traição e defesa da lealdade chavista

Paralelamente à divulgação do áudio, circulam versões que apontam para contactos entre Delcy Rodríguez e funcionários norte-americanos antes e depois da captura de Nicolás Maduro. O governo classifica essas informações como "parte de uma estratégia mediática destinada a dividir o chavismo".

Diosdado Cabello, uma das figuras mais influentes do movimento, respondeu às acusações durante um comício em Caracas. «Aqui não haverá mais traição. Estamos nas ruas hoje para celebrar a lealdade absoluta ao irmão presidente, Nicolás Maduro, e a Cilia Flores», declarou perante uma multidão de apoiantes. O seu discurso procurou cerrar fileiras em torno da liderança de Maduro e rejeitar qualquer insinuação de negociações com Washington.

O ministro do Interior reforçou essa mensagem ao exigir «unidade absoluta» e ligar a luta política à libertação de Maduro e da sua esposa, detidos, segundo a versão oficial, pelos Estados Unidos. No entanto, estas declarações chocam com os rumores sobre conversas discretas entre setores do poder venezuelano e o governo norte-americano.

Panorama regional incerto e possíveis sanções

Três semanas se passaram desde a suposta operação contra Maduro, mas a situação regional ainda não se esclareceu. Nos Estados Unidos, Donald Trump avalia, segundo o seu círculo, a possibilidade de impor um bloqueio total ao petróleo venezuelano que abastece Cuba. Uma medida dessa magnitude teria repercussões económicas significativas nas Caraíbas e aprofundaria o isolamento da Venezuela.

Entretanto, o país permanece num limbo de versões contraditórias. A falta de confirmações oficiais e a proliferação de informações não verificadas complicam qualquer análise. O cenário imediato dependerá de como os atores envolvidos responderão e se surgirão novas provas que esclareçam os factos.

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