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Ucrânia só realizará eleições depois de ter garantias de segurança e um cessar-fogo, diz Zelenskyy

Soldados ucranianos abrem uma urna de voto numa tenda utilizada como mesa de voto durante as eleições presidenciais em Mariinka, 31 de março de 2019
Soldados ucranianos abrem uma urna de voto numa tenda utilizada como mesa de voto durante as eleições presidenciais em Mariinka, 31 de março de 2019 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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De acordo com a Constituição da Ucrânia, a realização de eleições nacionais enquanto o país estiver sob lei marcial é ilegal. Esta foi declarada em 24 de fevereiro de 2022, dia em que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala.

A Ucrânia só realizará eleições quando tiver garantias de segurança e um cessar-fogo com a Rússia, afirmou o presidente Volodymyr Zelenskyy na quarta-feira, refutando as sugestões de que estava a planear organizar novas eleições sob pressão dos EUA.

"Iremos avançar para as eleições quando todas as garantias de segurança relevantes estiverem em vigor. Sempre afirmei que a questão das eleições é levantada por vários parceiros. A própria Ucrânia nunca a levantou", afirmou Zelenskyy numa conversa pelo WhatsApp com jornalistas na quarta-feira.

"Mas é claro que estamos prontos para as eleições. Eu disse que é muito simples de fazer. Se houver um cessar-fogo, haverá eleições... Primeiro vem a segurança, depois a política".

De acordo com a Constituição ucraniana, a realização de eleições nacionais enquanto o país estiver sob lei marcial é ilegal.

A lei marcial foi declarada em todo o país a 24 de fevereiro de 2022, o dia em que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy fala durante uma conferência de imprensa conjunta em Kiev, 3 de fevereiro de 2026
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy fala durante uma conferência de imprensa conjunta em Kiev, 3 de fevereiro de 2026 AP Photo

As forças russas estão também a ocupar partes do território ucraniano, tornando impossível a votação.

Se a Rússia também concordar, poderá ser possível "pôr fim às hostilidades até ao verão", acrescentou Zelenskyy.

O Financial Times noticiou anteriormente que a Ucrânia estava a ponderar a possibilidade de realizar eleições presidenciais nos próximos três meses, depois de ter sido pressionada por Washington.

Zelenskyy tem afirmado repetidamente que a Ucrânia pode realizar eleições após a assinatura de um acordo de paz com a Rússia, mas recentemente manifestou vontade de uma votação rápida como parte de um plano dos EUA para acabar com a guerra.

Também afirmou que qualquer acordo que implique a cedência de território a Moscovo deve ser submetido a referendo.

Zelenskyy, um ex-comediante que interpretou um presidente fictício na TV ucraniana antes de concorrer ao cargo, foi eleito em 2019 para um mandato de cinco anos.

A Rússia tem questionado repetidamente a legitimidade de Zelenskyy após 2024, quando esse mandato teria expirado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em dezembro que a Ucrânia "está a chegar ao ponto de deixar de ser uma democracia" e repetiu as suas críticas a Zelenskyy, argumentando que o seu governo está a usar a guerra para evitar a convocação de uma votação.

As autoridades ucranianas têm afirmado repetidamente que apoiam uma nova votação, que testaria a popularidade de Zelenskyy e a sua gestão do esforço de guerra e das conversações de paz, mas apontam as complicações logísticas de o fazer enquanto o país está a ser atacado diariamente por mísseis e drones e os soldados com direito de voto permanecem destacados na linha da frente.

Um homem vota numa mesa de voto durante as eleições presidenciais em Kiev, a 31 de março de 2019
Um homem vota numa assembleia de voto durante as eleições presidenciais em Kiev, a 31 de março de 2019 AP Photo

Há uma série de obstáculos práticos à realização de um escrutínio, tais como a segurança durante a campanha e a votação e o que fazer com os milhões de refugiados ucranianos forçados a ir para o estrangeiro.

Outros milhões de pessoas foram deslocadas internamente, enquanto centenas de milhares vivem sob ocupação russa.

Mas as sondagens mostram pouca apetência do público ucraniano para ir a votos durante a guerra.

Outras fontes • AP, AFP

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