Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Casa para viver: manifestantes saem à rua pelo direito à habitação

Manifestação contra os preços da habitação em Lisboa, 28 de setembro de 2024.
Manifestação contra os preços da habitação em Lisboa, 28 de setembro de 2024. Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Lina Ferreira
Publicado a Últimas notícias
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

Em pelo menos 16 cidades portuguesas, manifestantes dizem que “já não dá”. Mais de 80 organizações apoiam o protesto.

Este sábado, várias cidades portuguesas voltam a receber protestos contra a crise na habitação. A organização diz que “já não dá" – é este o slogan escolhido – e mostra-se contra as medidas do Governo para resolver o problema.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Em Lisboa, a manifestação parte do Marquês de Pombal e, no Porto, da Praça da Batalha, às três da tarde. Mas em algumas cidades, como a Covilhã, Portalegre ou Faro, os protestos estavam marcados para esta manhã.

A manifestação é organizada pela plataforma Casa Para Viver e tem como alvo as medidas do Governo. A plataforma diz que as medidas em vigor estão a ter o efeito contrário, ao aumentarem o preço das casas.

“Desde o primeiro pacote de medidas, os preços das casas já subiram 27%”, pode ler-se na convocatória da manifestação, que na manhã deste sábado já contava com o apoio de 88 organizações.

“Na prática, o Governo e os partidos que têm deixado passar estas medidas puxam os preços para cima e normalizam o absurdo, premiando senhorios, promotores e fundos imobiliários”, continua o texto.

O movimento mostra-se também contra as alterações às leis do arrendamento, entretanto anunciadas pelo Governo, que vão facilitar os despejos em situações de falta de pagamento das rendas. A proposta tem ainda de passar pela Assembleia da República.

A plataforma defende medidas alternativas, como a regulação das rendas, o aumento da oferta de habitação pública e o combate às casas vazias e usadas pelo turismo.

Preocupações que já foram transmitidas ao novo presidente da República. Na segunda-feira, o movimento entregou uma carta a António José Seguro. Nesta carta, o grupo pedia o respeito pelo direito à habitação, previsto na Constituição, e um veto à lei dos despejos.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Habitação social e apoios à renda: quanto gastam os governos por pessoa

"Ter casa é um direito humano": Bruxelas apresenta plano para crise na habitação em Lisboa

Quem são os mais afetados pela falta de habitação a preços acessíveis na Europa?