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Estudantes em protesto por melhores condições e contra as propinas

ARQUIVO Manifestação de estudantes em Lisboa em 2025
ARQUIVO Manifestação de estudantes em Lisboa em 2025 Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De Ana Filipa Palma
Publicado a Últimas notícias
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Os estudantes do Ensino Superior de todo o país assinalam hoje o "Dia do Estudante" com uma manifestação pelas ruas de Lisboa para exigir alojamento acessível, fim das propinas e investimento na ação social.

"Os estudantes estão na rua, a luta continua": este foi um dos slogans ouvidos na manifestação que reuniu centenas de estudantes do ensino superior nas ruas de Lisboa, numa marcha que começou no Rossio e terminou na Assembleia da República.

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“Queremos um ensino superior para todos, mas há cada vez menos estudantes a entrar no ensino superior, sendo os mais pobres os mais afetados, pois não conseguem aceder”, disse à Lusa o porta-voz da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, uma das organizadoras da manifestação.

A falta de oferta de alojamento acessível, as propinas elevadas e as lacunas no setor da ação social foram as principais reivindicações.

No mesmo dia, o ministro da Educação defendeu que a diminuição das propinas seria uma medida "regressiva" e que estaria a "colocar na sociedade todo o peso do ensino superior". Por isso, aquilo que o ministério defende é que "a propina deve até ser atualizada de acordo com a taxa de inflação", afirmou Fernando Alexandre aos jornalistas, no final de um encontro com dirigentes estudantis, no Teatro Thalia.

Apesar de defender o aumento, Fernando Alexandre não confirmou que este venha a concretizar-se, acrescentando que o tema ainda será discutido no Orçamento do Estado.

Confrontado com outra das reivindicações dos estudantes, nomeadamente as residências, o ministro garantiu que haverá um aumento de mais de 14 mil camas no próximo ano letivo.

Estiveram presentes mais de 50 estruturas do Movimento Associativo Estudantil (MAE) de todo o país, entre as quais associações de estudantes, grupos académicos, tunas e comissões de residentes.

Centenas de estudantes já tinham marcado presença em Lisboa, no final de outubro do ano passado, contra uma proposta do governo de aumentar o valor das propinas.

Contudo, a proposta não passou no Parlamento, tendo recebido votos contra do PCP, Chega, PS, PAN, Livre e BE.

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