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Hungria: autoridades transmitem há anos informações secretas ao Kremlin

Ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros Péter Szijjártó chega à reunião dos chefes da diplomacia da UE no Conselho da UE em Bruxelas, 23 de fevereiro de 2026
Ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro Péter Szijjártó chega à reunião dos chefes de diplomacia da UE no edifício do Conselho Europeu, em Bruxelas, 23 de fevereiro de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Virginia Mayo
Direitos de autor AP Photo/Virginia Mayo
De Weronika Wakulska
Publicado a Últimas notícias
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Segundo o jornal norte-americano 'The Washington Post', o chefe da diplomacia húngara, Péter Szijjártó, terá partilhado com Moscovo informação confidencial de reuniões do Conselho da UE. Budapeste rejeita as acusações e diz que são falsas.

Apurou o diário «The Washington Post» (WP), citando uma fonte anónima europeia responsável pela segurança, que as autoridades húngaras, há anos, transmitiam a Moscovo informações confidenciais dos bastidores das reuniões dos líderes do Conselho da União Europeia.

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Segundo o mesmo jornal, o ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijjártó, telefonava ao homólogo russo nos intervalos das reuniões comunitárias para relatar ao chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, as conversas dos dirigentes europeus e apresentar propostas às autoridades de Moscovo.

De acordo com a fonte anónima do WP, «cada reunião da UE decorre há anos praticamente com Moscovo sentado à mesa».

Donald Tusk comentou o tema no domingo:

«A notícia de que as pessoas de Orbán fornecem a Moscovo informações detalhadas sobre as sessões do Conselho da UE não surpreende ninguém. Há muito que alimentávamos suspeitas», afirmou o chefe do governo polaco.

«É uma das razões pelas quais só intervenho quando é absolutamente necessário e digo apenas o indispensável», acrescentou na plataforma X.

O ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros reagiu no X, classificando as revelações do «Washington Post» como falsas e sugerindo que visam apoiar o partido da oposição, TISZA, de Péter Magyar, antes das legislativas.

«Fake news, como sempre. Propagam mentiras para apoiar o Partido TISZA na tentativa de instaurar na Hungria um governo-marioneta pró-guerra. Não terão sucesso!», escreveu Péter Szijjártó.

Também reagiu o vice-primeiro-ministro e ministro polaco dos Negócios Estrangeiros, Radosław Sikorski.

«Isso explicaria muita coisa, Peter», escreveu Sikorski no X.

O «Washington Post» já tinha noticiado que conselheiros russos sugeriram à administração do primeiro-ministro Orbán encenar um atentado contra a sua vida, algo que, na opinião deles, o ajudaria a vencer as próximas legislativas.

Segundo os dados mais recentes (fonte em polaco)de sondagens, o partido da oposição TISZA, de Péter Magyar, mantém vantagem sobre o Fidesz, de Viktor Orbán.

As eleições na Hungria realizam-se a 12 de abril.

Outras fontes • The Washington Post

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