Loader
Encontra-nos
Publicidade

Hong Kong condena ativistas da vigília de Tiananmen a penas de cinco a sete anos de prisão

Carregando o vídeo
Ativistas pró-democracia reuniram-se em Hong Kong, a 4 de junho de 2020, para lembrar os mortos na repressão de Tiananmen em 1989.
Ativistas pró-democracia reuniram-se em Hong Kong, em 4 de junho de 2020, para homenagear os mortos na repressão de Tiananmen em 1989 -  Direitos de autor  Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved
Direitos de autor Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved
De Sertac Aktan
Publicado a
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google
Partilhar Close Button
Copiar/colar o link embed do vídeo: Copy to clipboard Link copiado!

Condenam a cinco a sete anos de prisão três ativistas de vigílias de Tiananmen em Hong Kong ao abrigo da lei de segurança nacional, decisão criticada pela ONU, ONG de direitos humanos e vários governos estrangeiros.

O tribunal de Hong Kong condenou, esta sexta-feira, três ativistas das vigílias de Tiananmen a penas de prisão entre cinco e sete anos por crimes de segurança nacional, após um julgamento que suscitou condenação internacional.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Lee Cheuk-yan, de 69 anos, Chow Hang-tung, de 41, e Albert Ho, de 74, estão detidos desde que foram acusados, em 2021. As condenações, proferidas ao abrigo da ampla lei de segurança nacional imposta por Pequim a Hong Kong, suscitaram críticas das Nações Unidas, de organizações de direitos humanos e de governos estrangeiros.

Em agosto, um tribunal considerou que os ativistas violaram a Constituição chinesa ao apelarem ao “fim da ditadura de partido único”.

Lee e Chow, que se declararam inocentes, foram condenados a sete anos e a sete anos e três meses de prisão, respetivamente. Ho, antigo deputado que se confessou culpado em janeiro, recebeu uma pena de cinco anos e dois meses.

Chow, advogada que se defendeu a si própria, afirmou numa audiência no mês passado que rejeita as condenações, dizendo que não tem “nada de que se arrepender”.

Os três ativistas chegaram ao tribunal a sorrir e a acenar aos apoiantes antes de se sentarem no banco dos réus.

Hong Kong e Macau foram, durante muitos anos, os únicos locais em território chinês onde eram permitidas vigílias públicas em memória dos mortos de 4 de junho de 1989, quando Pequim enviou tropas e tanques para esmagar as manifestações que exigiam reformas políticas em redor da praça Tiananmen.

As comemorações públicas foram, no entanto, praticamente proibidas em Hong Kong desde a entrada em vigor da Lei de Segurança Nacional. O trio liderou, no passado, a agora dissolvida Aliança de Hong Kong, organização responsável pela realização das vigílias anuais à luz de velas no Victoria Park.

“Apagar memórias”

O grupo geria também um museu dedicado à repressão e organizava eventos, incluindo a lavagem anual do “Pilar da Vergonha”, uma estátua em homenagem às vítimas.

A estátua foi desmontada e retirada do pedestal que ocupava há muitos anos na Universidade de Hong Kong no final de 2021, e outras universidades locais seguiram o exemplo com obras semelhantes.

O Ministério Público defendeu que os elementos de prova do processo, incluindo a estátua e os arquivos do museu da Aliança de Hong Kong, devem ser confiscados.

O juiz Alex Lee afirmou, esta sexta-feira, que o destino da estátua será decidido após se determinar a quem pertence.

Antes da sentença de sexta-feira, Chow declarou: “As verdadeiras intenções das autoridades ficaram finalmente à vista, porque este processo é uma tentativa de apagar memórias, em particular as de 4 de junho, ao interpretar em excesso determinados slogans”.

Outras fontes • AFP

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários Siga a Euronews no Google

Notícias relacionadas

Hong Kong: ativista pró-democracia Joshua Wong declara-se culpado em processo de segurança nacional

Reino Unido condena sino-britânicos por espiar dissidentes de Hong Kong no exílio

Trump propôs vender armas à China durante a visita de Xi Jinping, revelou o embaixador dos EUA à Fox News