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Rumo a uma nova era industrial

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Os desafios económicos parecem multiplicar-se e 2016 adivinha-se como mais um ano de turbulência. Daí que o Fórum de Davos tenha suscitado uma

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Os desafios económicos parecem multiplicar-se e 2016 adivinha-se como mais um ano de turbulência. Daí que o Fórum de Davos tenha suscitado uma atenção muito particular, sobretudo com o debate da chamada “Quarta Revolução Industrial”, suscetível de provocar o desaparecimento de milhões de empregos. O Cazaquistão, por exemplo, veio mostrar as reformas encetadas para continuar a captar investimentos.

“Quando o preço do petróleo e das matérias-primas está em baixa, como acontece neste momento, é a altura certa para fazer reformas. E vamos fazê-las em conjunto com o Banco Mundial e outras instituições internacionais. Estamos a trabalhar arduamente nesse sentido e olhamos com expetativa para as etapas seguintes. No Fórum de Davos do próximo ano, vamos poder mostrar os nossos passos rumo ao futuro”, declarou o primeiro-ministro Karim Massimov.

Apesar das vastas reservas que possui, o Cazaquistão pretende reduzir significativamente a dependência do petróleo e do gás. As reformas destinam-se a abrir o país a outras possibilidades, como salientou o ministro da Economia, Dossaev Erbolat Askarbetovich: “Isso é essencial para nós: desenvolver o setor privado, a competitividade e apoiar as PME. São os três grandes objetivos das políticas que estamos a adotar.”

Em 2014, os líderes cazaques assinaram um acordo de parceria com o Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD) que, em conjunto com o Banco Mundial, tem apelado à implementação de mudanças estruturais. Segundo Anabel Gonzalez, do Banco Mundial, “é preciso ter visão estratégica. As reformas não são reformas per se, fazem parte de um contexto mais vasto de diversificação da economia, de promoção do crescimento, da criação de emprego. E o Cazaquistão tem essa visão.”

O governo do Cazaquistão quer estar preparado para a revolução industrial que assenta na fusão de novas tecnologias, e, sobretudo, cativar os jovens para essa missão. O chefe do governo realçou que “o mundo está a chegar a uma nova fase de desenvolvimento. O Cazaquistão ainda não chegou aí. Encontramo-nos no presente, não no futuro. A juventude do Cazaquistão, o sistema educativo, o avanço no setor digital – todos estes elementos têm de se juntar para, em 2016 e 2017, obter as respostas necessárias para encontrar o caminho certo.”

O país está a organizar a Expo 2017 em Astana para mostrar os avanços alcançados neste percurso de modernização.

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