A Polónia é hoje vista como um novo centro de crescimento económico na Europa e as empresas nacionais competem cada vez mais corajosamente nos mercados mais desenvolvidos do mundo, avaliou Jan Domanik, do Fundo de Desenvolvimento Polaco, no Congresso Económico Europeu.
O representante do Fundo de Desenvolvimento Polaco sublinhou que a Polónia já é um dos países mais ricos do mundo e que as diferenças entre as posições nas classificações económicas mundiais são hoje sobretudo simbólicas.
"Enquanto Polónia e polacos, temos de perceber que estamos entre os países mais ricos do mundo. O facto de estarmos em 20º, 19º ou 15º lugar é uma questão de semântica", afirmou Jan Domanik.
Durante as visitas de delegações estrangeiras, a Polónia é agora vista como líder da Europa Central e Oriental e um exemplo de desenvolvimento económico dinâmico. Isto é particularmente visível no Médio Oriente, onde a "velha Europa" é associada a uma economia madura mas de crescimento mais lento.
"O novo centro de crescimento é a Europa Central e Oriental, onde a Polónia é o maior país", sublinhou o responsável.
Domanik salientou ainda que a Polónia deixou de ser um país que compete apenas com base nos baixos custos da mão de obra. Segundo ele, as empresas polacas são cada vez mais bem sucedidas na oferta de produtos e tecnologias avançadas.
"Já não somos um país de baixos custos. As nossas empresas reconheceram que não podem competir com mão de obra barata. Já estamos a apresentar produtos altamente desenvolvidos", sublinhou.
Questionado sobre o papel do Estado no apoio à expansão estrangeira, o representante do Fundo de Desenvolvimento Polaco avaliou que a diplomacia económica polaca está a desenvolver-se de forma cada vez mais ativa. Como exemplo, apontou as viagens económicas organizadas pelo ministro das Finanças Andrzej Domanik com a participação de empresários.
"O Estado polaco apoia as empresas. Estas viagens mostram aos parceiros estrangeiros que a Polónia apoia estas empresas e pode ajudá-las", afirmou.
No entanto, acrescentou que o apoio do Estado deve ser uma parceria e não um apoio dominante.
"Este mundo não deve funcionar de uma forma em que o Estado empurra tudo. Esse sistema já existiu e não funcionou", afirmou.
De acordo com Domanik, a Alemanha, o maior parceiro comercial da Polónia, continua a ser a direção mais importante da expansão externa das empresas polacas. Os Estados Unidos e o mercado ucraniano estão também a tornar-se cada vez mais importantes.
"As empresas polacas estão hoje a ir para os mercados mais desenvolvidos e não temos nada de que nos envergonhar", concluiu o representante do Fundo de Desenvolvimento Polaco.