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Custos do Brexit "não são uma punição" para o Reino Unido

Custos do Brexit "não são uma punição" para o Reino Unido
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De Isabel Marques da Silva com LUSA
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O trabalho jurídico e técnico para o Brexit vai ser muito penoso, assumiu Michel Barnier e o Reino Unido terá de pagar o que deve. O negociador principal por parte da União Europeia participou da reun

O trabalho jurídico e técnico para o Brexit vai ser muito penoso, assumiu Michel Barnier.

O negociador principal por parte da União Europeia participou da reunião do colégio de comissários europeus, esta quarta-feira, para adotar as diretrizes de negociação.

Na primeira fase estão em causa:

- a proteção dos direitos dos cidadãos

- o pagamento dos compromissos financeiros

- a questão das fronteiras, nomeadamente com a Irlanda, mas também o problema do enclave de Gibraltar, em Espanha.

“Quem é que queremos proteger?”, disse Michel Barnier, numa conferência de imprensa após a reunião.

A resposta foi: “Não apenas aqueles que residem ou trabalham no Reino Unido atualmente, mas também as pessoas que aí tenham residido ou trabalhado no passado e que venham a residir ou trabalhar até à saída do Reino Unido da União. Como é óbvio, o que acabei de dizer aplica-se, igualmente, aos cidadãos britânicos”.

No que toca aos compromissos financeiros, a estimativa inicial aponta para 60 mil milhões de euros, tendo o jornal britânico “Financial Times” avançado que poderá chegar, mesmo, aos cem mil milhões de euros.

Valores dos quais o Reino Unido não quer nem ouvir falar, mas Barnier insistiu que “não se trata de uma punição ou de uma taxa de saída”.

“A União Europeia e o Reino Unido assumiram compromissos de financiamento de programas e projetos. Foi uma decisão em conjunto e todos beneficiamos em conjunto”, explicou o negociador.

Sendo um dos maiores contribuintes da União Europeia, o Reino Unido também recebe fundos comunitários para projetos nos setores das infraestruturas, agricultura e ciência, entre outros, cobertos pelo orçamento comunitário que vai até 2020.

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