Estónia quer maior influência europeia na estabilização de ex-repúblicas soviéticas

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De  Isabel Marques da Silva
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Aumentar a capacidade da União Europeia ao nível da defesa externa é um das prioridades da Estónia. O primeiro-ministro estónio referiu o caso da Ucrânia como exemplo do papel desestabilizador da Rúss

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Aumentar a capacidade da União Europeia ao nível da defesa externa é um das prioridades da Estónia.

O primeiro-ministro estónio referiu o caso da Ucrânia como exemplo do papel desestabilizador da Rússia no continente europeu, durante a primeira deslocação ao Parlamento Europeu desde que o país assumiu a presidência do bloco, a 1 de julho.

“No século XXI, não devemos aceitar agressões contra um país europeu ou a anexação e ocupação ilegais de uma parte do seu território. Acredito que não é impossível que, no futuro, um presidente da Ucrânia possa falar nesta câmara nas mesmas funções em que eu me encontro”, disse Jüri Ratas.

#EPlenary debate: Estonia’s #EU2017EE Council Presidency w/ Prime Minister ratasjuri</a> <a href="https://twitter.com/Europarl_EN">Europarl_EN LIVE: https://t.co/vHfJVGXUsgpic.twitter.com/UzDeTd6ig2

— EU Parliament Photo (@Europarl_Photo) July 5, 2017

A Estónia, uma das repúblicas do Báltico que foi ocupada pela ex-União Soviética, defende uma maior esfera de influência junto de outros países na sombra da Rússia, tais como a Moldávia e a Bielorrússia.

Gabriel Zimmer, eurodeputada alemã da esquerda radical, está contra, argumentando que “precisamos de estabilidade nos países vizinhos da União Europeia e penso que ter uma defesa mais forte na União e pressionar os países de Leste não contribui para essa estabilização”.

A Estónia é um dos quatro países da União Europeia que gasta pelo menos 2% do PIB na defesa, meta que deverá ser atingida pelos restantes Estados-membros.

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