Como será o Parlamento Europeu após o Brexit?

Como será o Parlamento Europeu após o Brexit?
De  Ricardo Borges de Carvalho
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O hemiciclo vai passar de 751 lugares para 705, mas há países que vão ganhar mais representantes

PUBLICIDADE

Sabe quantos lugares no Parlamento Europeu tem cada país?

Até agora, o Parlamento Europeu tem 751 assentos, mas depois da saída do Reino Unido vai passar para 705.

O número de lugares por país depende da população, com um número mínimo de seis. É o caso de Malta, Luxemburgo e Chipre.

O país com mais assentos é a Alemanha com 96.

Com o Brexit vão ficar vagos 73 lugares. Alguns ficam reservados para futuros alargamentos, outros serão distribuídos por alguns estados membros. Espanha e França vão beneficiar de mais cinco assentos.

A Holanda terá mais três representantes e a Irlanda mais dois lugares.

Polónia, Roménia, Suécia, Áustria, Dinamarca, Eslováquia, Finlândia, Croácia e Estónia ganham um lugar.

Mas se o Reino Unido pedir uma extensão do prazo de saída da União Europeia, o que acontece?

O professor de Ciência Política da Universidade Livre de Bruxelas, Pascal Delwit, considera que Londres deveria também participar nestas eleições europeias.

"Parece difícil de imaginar, mas deveríamos estar abertos a tudo. É difícil imaginar ter deputados europeus eleitos em maio, a trabalhar com os eleitos em 2014, parece complicado. Especialmente porque existem muitas coisas para decidir: o voto para cada Comissário, o voto para a posse da Comissão Europeia, a eleição do próximo Presidente da Comissão Europeia. Há muitas coisas a serem decididas. Acredito que os eurodeputados eleitos não vão ficar felizes se os eleitos em 2014 tiverem alguma influência nestas negociações."

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

UE aceita adiar "Brexit" até maio, mas sob condições

Parlamento aprova proposta que prevê votar adiamento do Brexit

UE e Reino Unido chegam a acordo sobre "grandes linhas políticas" relativamente a Gibraltar