EventsEventos
Loader

Find Us

FlipboardLinkedin
Apple storeGoogle Play store
PUBLICIDADE

UNESCO faz alerta sobre "selvagem" de Ath

UNESCO faz alerta sobre "selvagem" de Ath
Direitos de autor 
De  Isabel Marques da SilvaGregoire Lory
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Um cortejo folclórico na cidade belga de Ath, no mês de agosto, poderá vir a perder um dos personagens: "Selvagem", pintado de preto, foi objeto de umq queixa junto da UNESCO.

PUBLICIDADE

Um cortejo folclórico na cidade belga de Ath, no mês de agosto, poderá vir a perder um dos personagens na festa do ano que vem. Apelidado de "Selvagem" e pintado de preto, o personagem viola os princípios do respeito mútuo pelas comunidades e indivíduos, exigido pela UNESCO, entidade à qual se queixou um colectivo ativista anti-racismo, Panteras de Bruxelas.

"É um fato que aquele é um personagem negrofóbico, que permite que se mantenha uma certa desumanização dos negros. Tenho um amigo nascido na cidade que é de ascendência africana, que é negro e, quando passa na rua, por vezes é confrontado com crianças que choram com medo do selvagem. Outras crianças pedem-lhe um beijo selvagem porque o selvagem beija toda agente e ele quer um beijo do selvagem", disse Mouhad Reghif, porta-voz do Panteras de Bruxelas, em entrevista à euronews.

A queixa foi enviada para a UNESCO porque o festival está classificado como Património Imaterial da Humanidade. Aquela agência das Nações Unidas pediu medidas aos organizadores do festival, que prometem fazer um esfoço para atualizar a tradição.

"Esta é uma festa antiga, com seis séculos, que tem evoluído ao seu próprio ritmo ao longo de 600 anos. Claro que se vai adaptando à sociedade de cada época. O personagem selvagem evoluiu bastante desde a sua criação e deverá evoluir ainda mais. Mas uma tradição de 600 anos tem o seu próprio ritmo, que é longo, e devemos aceitar que as mudanças se façam suavemente e não com uma pistola apontada às costas", explicou Laurent Dubuisson, diretor da Casa dos Gigantones de Ath, em entrevista à euronews.

Os habitantes asseguram que não há nada de racista nesta figura que consideram folclórica, mas a classificação da UNESCO obtida em 2008 poderá estar em risco caso não haja uma mudança mais rápida na tradição.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

"Breves de Bruxelas": Cortejo na Bélgica, Bansky e Brexit, Amazónia

Liam Neeson acusado de racismo por querer "matar um negro"

Dois mortos após ataque ucraniano com mísseis na Crimeia ocupada