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Nova estratégia da UE para os EUA terá cinco prioridades

Nova estratégia da UE para os EUA terá cinco prioridades
Direitos de autor Fabio Sasso/LaPresse
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De  Isabel Marques da SilvaDarren McCaffrey
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Portugal vai presidir à União Europeia a partir de 1 de janeiro e o governo de Lisboa já confirmou que o diálogo com os EUA é um dos pontos altos da agenda.

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A União Europeia já está a preparar o documento estratégico para a cimeira com o presidente-eleito dos EUA Joe Biden, a ter lugar no primeiro semestre de 2021.

Fonte oficial do Conselho Europeu disse que as cinco prioridades foram aprovadas ao nível dos embaixadores dos 27 Estados-membros, esta segunda-feira, e serão analisadas na cimeira de líderes, a 10 e 11 de dezembro.

O reforço da até agora muito tensa relação transatlântica deixada por Donald Trump passa por:

• Combater a pandemia de Covid-19

• Promover a recuperação económica

• Combater as alterações climáticas

• Defender o multilateralismo e os valores democráticos

• Promover a paz e segurança

“Eu diria que em Bruxelas já existe muito entusiasmo com a publicação deste documento. A nossa associação e as empresas que dela fazem parte receberam-no com entusiasmo. Há muito tempo que vimos pedindo, e fazendo esforços, para termos um relacionamento mais próximo. Os últimos quatro anos foram realmente difíceis, pelo que este avanço é bem-vindo", disse Susan Hanger, diretora-geral da Câmara de Comércio EUA-UE.

"Não posso deixar de enfatizar a importância do relacionamento transatlântico e é por isso que estamos tão entusiasmados com a perspetiva de criar empregos, ter maior prosperidade, crescimento e segurança em ambos os lados do Atlântico", concluiu.

Relação com a China

Alguns dos tópicos mais difíceis são as tarifas aduaneiras impostas por Donald Trump e o domínio das multinacionais norte-americanas do setor digital em solo europeu. As duas partes também deverão analisar a abordagem face a China.

“Obviamente que o governo de Joe Biden dará muito mais atenção a um conjunto de questões sobre as quais o governo de Trump não estava tão interessado no que se refere a China, nomeadamente a dos direitos humanos. Há muito que pode ser feito em conjunto e penso que se estão a estabelecer as bases para um diálogo produtivo", disse Ian Lesser, vice-presidente do The German Marshall Fund of the US, um centro de estudos norte-americano com delegação em Bruxelas.

"Isso não significa, necessariamente, que a política norte-americana será mais branda em relação à China, até deverá ser ainda mais dura. Veremos como a Europa e os Estados Unidos vão trabalhar para melhorar a situação", acrescentou.

A última cimeira entre o dois blocos foi em 2018, com a visita de Donald Trump a Bruxelas. Portugal vai presidir à União Europeia a partir de 1 de janeiro e o governo de Lisboa já confirmou que o diálogo com os EUA é um dos pontos altos da agenda, havendo esperança de que a cimeira com Joe Biden se possa fazer de forma presencial, se a pandemia estiver mas controlada.

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