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O que esperar da cimeira UE-Balcãs Ocidentais?

O que esperar da cimeira UE-Balcãs Ocidentais?
Direitos de autor Virginia Mayo/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved.
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De  Euronews
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Chefes de Estado e de Governo da União Europeia deverão mostrar, na Eslovénia, compromisso com países dos Balcãs. Resultados práticos para os candidatos à adesão não deverão ir além das promessas e planos de intenções

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Na cimeira União Europeia-Balcãs Ocidentais desta quarta-feira, na Eslovénia, esperam-se muitas promessas e outros tantos planos de ação, mas poucos avanços práticos sobre a adesão dos Estados dos Balcãs ao bloco comunitário.

Bruxelas leva na bagagem um compromisso renovado com o alargamento, mas sem prazos concretos.

Os atrasos têm consequências. Alguns especialistas dizem que a negligência europeia alimentou tensões recentes entre o Kosovo e a Sérvia.

"Vivi aqui toda a minha vida e a região tem estado nesta situação, instável e frágil desde as guerras dos anos 90. Os segmentos das elites políticas e as sociedades, até certo ponto, perderam a esperança de alguma vez aderir à União Europeia", sublinhou, em entrevista à Euronews, Vesna Pusić, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Croácia.

Os seis estados dos Balcãs com ambições europeias encontram-se em diferentes níveis de maturidade. Montenegro e Sérvia iniciaram as negociações de adesão, enquanto a Albânia e a Macedónia do Norte aguardam a abertura formal das negociações. Já o Kosovo e a Bósnia-Herzegovina são candidatos potenciais à adesão.

Está tudo dependente de melhorias e matéria democrática e de reformas socioeconómicas. Progressos à parte, a porta da União Europeia continua fechada.

"O maior risco na região é um retrocesso constante no Estado de Direito e na liberdade de imprensa. Basicamente existem problemas de interferência política de estados-chave em estados vizinhos, especificamente a Sérvia e Croácia", ressalvou Majda Ruge, do Conselho Europeu das Relações Exteriores.

Mas o que está a final a empatar as negociações?

A Bulgária bloqueou as aspirações da Macedónia do Norte por questões linguísticas. Alguns Estados-membros, por outro lado, mostram reservas e temem um fluxo migratório dos países dos Balcãs. Uma hipótese levantada por França, em contagem decrescente para eleições presidenciais.

"As eleições francesas têm um papel muito importante e consegue-se perceber que o presidente [Emmanuel] Macron não queira nada que de alguma forma seja uma influência prejudicial para a sua campanha e para as possibilidades de conseguir outro mandato", acrescentou Vesna Pusić, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Croácia.

Enquanto a Europa está dividida, a China e a Rússia aproveitam para investir na região e aumentar a esfera de influência.

A União Europeia ofereceu milhões aos Balcãs Ocidentais, mas, para já, o alargamento parece ser apenas uma miragem.

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