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Cimeira: Balcãs Ocidentais pedem à UE que acelere alargamento

Ursula von der Leyen, Charles Michel and Edi Rama (esquerda para direita)
Ursula von der Leyen, Charles Michel and Edi Rama (esquerda para direita) Direitos de autor AP Photo/Vadim Ghirda
Direitos de autor AP Photo/Vadim Ghirda
De  Isabel Marques da SilvaAna Lazaro
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Os governos dos Balcãs Ocidentais pedem à UE para acelerar o processo de integração.

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Uma coreografia com crianças vestidas com a bandeira da UE fez parte do caloroso acolhimento das autoridades da Albânia aos participantes na cimeira União Europeia(UE)-Balcãs Ocidentais, terça-feira, em Tirana, a capital.

Foi a primeira reunião deste tipo a decorrer num país aspirante a entrar na UE, que pede reforçado compromisso dos seis países da região para com as reformas pedidas.

Albânia, Bósnia, Macedónia do Norte, Montenegro, Kosovo e Sérvia podem ter esperança, disse Charles Michel, presidente do Conselho Europeu: "O futuro dos nossos filhos será mais seguro e mais próspero com os Balcãs Ocidentais na família da UE e estamos a trabalhar arduamente nesse sentido".

Outro objetivo da UE é recordar que os valores da vizinha Rússia, que invadiu a Ucrânia, não servem os interesses dos Balcãs. E que estes países também devem implementar sanções contra o regime, algo que a Sérvia tem recusado.

"A Rússia está a tentar ganhar influência, a China está a tentar ganhar influência. Mas nós somos o maior investidor, o parceiro mais próximo e é por isso que a discussão é precisamente sobre este ponto: há que decidir de que lado se está. Do lado da democracia? Nesse caso, é a União Europeia, os seus amigos e parceiros", disse Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia.

Alargamento sem data à vista?

Os governos dos Balcãs Ocidentais também jogam esta carta. Se a UE não quer que procurem outro apoio, então tem de acelerar o processo de integração.

O anfitrião, Edi Rama, primeiro-ministro da Albânia, até usou de ironia: "Pela primeira vez os Balcãs estão a ser vistos e tratados como uma questão geopolítica e estratégica importante para a UE. Mas, quando é que serão membros? Uma coisa é certa, os albaneses e a Albânia seremos leais à UE, mesmo que a UE desapareça. Continuaremos a lutar para sermos membros".

O facto é que a adesão pode demorar ainda muito tempo e, entretanto, foram assinados vários acordos para não arrefecer o entusiasmo, incluindo um para reduzir as tarifas de roaming nas telecomunicações.

A UE também prometeu mil milhões de euros em subvenções para ajudar as famílias e as empresas destes países a lidarem com a crise energética.

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