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EUA-UE: Biden recebe von der Leyen para debater melhor cooperação

Presidente da Comissão Europeia com o presidente dos EUA, quqndo este visitou as instituições em Bruxelas
Presidente da Comissão Europeia com o presidente dos EUA, quqndo este visitou as instituições em Bruxelas Direitos de autor AP Photo/Francisco Seco
Direitos de autor AP Photo/Francisco Seco
De  Alice TideyIsabel Marques da Silva
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EUA-UE: Biden recebe von der Leyen para debater melhor cooperação

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente dos EUA,  Joe Biden, reunir-se-ão, sexta-feira, na Casa Branca (Washington), com os planos para impulsionar as indústrias de tecnologia limpa no topo da agenda.

Tanto a União Europeia (UE) como os EUA vão subsidiar empresas que contribuem para o esforço de descarbonização nas próximas décadas, no sentido de baixar as emissões poluentes para a atmosfera, ao ponto de serem neutralizadas pelo próprio meio-ambiente .

Mas o plano do governo dos EUA de injetar mais de 300 mil milhões de euros em subsídios para impulsionar produtos de fabrico americano (Lei de Redução da Inflação (IRA)) preocupa a UE, que considera parte da legislação discriminatória. Foi criada uma equipa de trabalho bilateral para debater como evitar os impactos negativos para a UE.

Espera-se que os dois líderes debatam a proposta da UE para criar isenções similares às concedidas pelos Acordo de Comércio Livre (ACL) dos EUA com certos países, tais como o México e o Canadá.

"Não é segredo que certos elementos da Lei de Redução da Inflação suscitaram uma série de preocupações em termos de alguns dos incentivos direcionados para as empresas", disse von der Leyen aos líderes reunidos no Fórum Económico Mundial, em janeiro.

"É por isso que temos estado a trabalhar com os EUA para encontrar soluções, por exemplo para que as empresas da UE e os automóveis elétricos fabricados na UE possam também beneficiar do IRA", acrescentou a presidente da Comissão Europeia.

"O nosso objetivo deve ser evitar perturbações no comércio e investimento transatlântico. Devemos trabalhar para assegurar que os nossos respectivos programas de incentivo são justos e se reforçam mutuamente. E devemos definir como podemos beneficiar, em conjunto, deste investimento maciço, por exemplo criando economias de escala na região do Atlântico ou estabelecendo normas comuns", afirmou Ursula von der Leyen.

Ucrânia e China

A Ucrânia também figurará no topo da agenda, esperando-se que o chefe da Comissão e o presidente dos EUA reiterem o seu firme apoio a Kiev na sua luta contra a invasão da Rússia.

Bruxelas, Washington e os seus aliados ocidentais lançaram múltiplos pacotes de sanções contra o governo de Moscovo. Agora, o foco é colmatar as lacunas que permitem ao governo de Moscovo contornar as medidas restritivas. 

A ideia é assegurar que países terceiros sigam as sanções e não exportem produtos de fabrico ocidental sob sanções para a Rússia ou permitam que os produtos russos visados sejam exportados para outros pontos do mundo.

É também provável que a China seja tema de conversa, uma vez que Washington tem pressionado os seus aliados a tomarem uma posição mais dura em relação ao governo de Pequim sobre questões de segurança, concorrência tecnológica e práticas comerciais desleais.

A visita de Von der Leyen decorre um dia depois de o governo neelandês ter anunciado que iria implementar controlos de exportação em equipamento avançado para o fabrico de microchips. 

Embora o governo de Amsterdão não tenha dito explicitamente que pretende limitar as exportações para a China, a medida foi há muito solicitada por Washington, numa tentativa de assegurar que o Ocidente e o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan mantêm a vantagem tecnológica.

Os EUA estão interessados, ainda, em assegurar que os aliados não deixarão de sancionar Pequim caso este país forneça equipamento militar letal à Rússia.

"O secretário de Estado Blinken tem sido claro de que haverá consequências (se a China enviar armas letais à Rússia) e mencionou que as sanções podem ser uma dessas consequências", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Kirby, na semana passada, em conferência de imprensa.

"Dissemos que existem instrumentos disponíveis não só para os Estados Unidos, mas também para os nossos aliados e parceiros caso a China avance nessa direcção", acrescentou.

Controlar as dependências

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Finalmente, outro tópico que ambos os líderes estarão interessados em aprofundar é a segurança económica, ou como tornar as suas economias mais resilientes.

Ambas as partes querem aumentar a autonomia tecnológica e na energia, bem como reduzir as dependências dos chamados "parceiros não fiáveis".

Uma das primeiras ideias já apresentadas pela UE é a criação de um clube de matérias-primas críticas que lhes permitiria diversificar os forncedores. Atualmente, a China domina as cadeias de abastecimento de tais materiais.

Embora os países latino-americanos e a Austrália tenham mais reservas de lítio do que a China, por exemplo, Pequim controla cerca de 80% da produção global de lítio bruto e 50% dos processos mundiais de processamento e refinação de lítio, de acordo com o Instituto para a Política de Segurança e Desenvolvimento.

A visita de Von der Leyen a Washington segue-se à passsagemm pelo Canadá, onde se encontrou com o primeiro-ministro, Justin Trudeau. Ambos decidiram desenvolver o comércio transatlântico de hidrogénio verde, mas também impulsionar a cooperação em baterias de iões de lítio.

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O Canadá é o único país do hemisfério norte com todas as matérias-primas necessárias para produzir tais baterias.

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