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Chefe da diplomacia da UE pede "respeito pela vida" na visita a Israel

Josep Borrell, no Kibbutz Be'eri, em Israel, onde morreram 130 pessoas, incluindo menores
Josep Borrell, no Kibbutz Be'eri, em Israel, onde morreram 130 pessoas, incluindo menores Direitos de autor KENZO TRIBOUILLARD / AFP
Direitos de autor KENZO TRIBOUILLARD / AFP
De  Sandor ZsirosIsabel Marques da Silva com EFE
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O chefe da diplomacia da União Europeia (UE) iniciou, quinta-feira, o seu périplo pelo Médio Oriente, no Kibbutz Be'eri, em Israel, a apenas três quilómetros da Faixa de Gaza. Josep Borrell condenou o Hamas e voltou a pedir respeito pelas vidas dos palestinianos durante os combates no território.

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"Compreendo o medo e a dor das pessoas que foram atacadas, massacradas, raptadas. Compreendo a vossa raiva. Mas deixem-me pedir-vos que não se deixem consumir pela raiva. Penso que é isso que o melhor amigo de Israel vos pode dizer. O que faz a diferença entre uma sociedade civilizada e um grupo terrorista é o respeito pela vida humana", disse Josep Borrell, no Kibbutz Be'eri, em Israel.

Nesse local, a 7 de outubro, os militantes do Hamas mataram pelo menos 130 pessoas, incluindo mulheres, crianças e bebés, quase um décimo das 1200 pessoas mortas nesse dia, a que se juntam cerca de 240 reféns.

Borrell encontrou-se com sobreviventes e familiares das vítimas dos ataques, acompanhados pelo ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Eli Cohen: "Todos nós devemos estar unidos para libertar Gaza do Hamas, para a segurança do Estado de Israel, para o povo de Gaza e para o mundo inteiro. Caso contrário, a Europa será a próxima".

Apesar de os combates contra os militantes do Hamas, em Gaza, estarem a afetar gravemente a população civil, Borrell reiterou que a UE apoia o direito de auto-defesa de Israel "em conformidade com o direito internacional e o direito humanitário internacional".

O diplomata também apelou à libertação de todos os reféns: "Nada justifica o rapto de mulheres, crianças e idosos das suas casas e a sua tomada como reféns em Gaza. Mais uma vez, em nome da UE, apelo à sua libertação imediata e incondicional".

"Um horror não justifica outro horror"

"O Hamas tem de ser derrotado, mas o Hamas não representa o povo palestiniano. Sabemos que a guerra é horrível e o que vimos aqui é horrível, (mas) um horror não justifica outro horror", disse Borrell, recordando que "civis inocentes, incluindo milhares de crianças" foram mortos ou obrigados a abandonar as suas casas em Gaza.

A UE classifica o Hamas como organização terrorista e tem sempre realçado que não representa o povo da Faixa de Gaza, apesar de ter o controlo do território desde 2007. 

Borrell apelou ao acesso humanitário sem entraves na Faixa de Gaza, incluindo corredores humanitários e pausas nos combates, para distribuir a ajuda que está a ser enviada por doadores de todo o mundo.

A ofensiva militar israelita por ar, terra e mar contra a Faixa de Gaza já provocou mais de 11 mil mortos, cerca de 30 mil feridos, 3,400 desaparecidos e cerca de 1,7 milhões de desalojados que vivem no meio de hospitais em colapso e de uma crise humanitária devido à falta de água potável, alimentos, medicamentos, eletricidade e combustível.

O périplo segue para o território palestiniano da Cisjordânia e José Borrell visitará, ainda, quatro países da reguão: Bahrein, Arábia Saudita, Qatar e Jordânia, para conversações sobre assistência humanitária.

No fim-de-semana, a presidente da Comissão Europeia, Urusla von der Leyen, visitará o Egito e a Jordânia.

A UE espera poder mediar uma conferência de paz assim que for possível para  voltar a tentar implementar a solução de dois Estados prevista numa resolução da ONU. "Só é possível alcançá-la através do diálogo", afirmou Borrell narede social X, pouco antes da viagem.

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