Setor automóvel europeu pede menos legislação e mais estratégia

A estimativa da ACEA para 2024 é de um abrandamento na  venda dos veículos novos
A estimativa da ACEA para 2024 é de um abrandamento na venda dos veículos novos Direitos de autor Matthias Schrader/Copyright 2020 The AP. All rights reserved
De  Stefan Grobe
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A indústria automóvel europeia pede aos decisores políticos uma estratégia industrial abrangente, e menos regulamentação, nos próximos cinco anos, para não perder competitividade a nível mundial.

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Num "Manifesto e Roteiro", apresentado em Bruxelas, a Associação dos Construtores Europeus de Automóvel (ACEA) detalha como é que o setor pretende manter-se na rota do Pacto Ecológico Europeu, que vê com um bom farol a precisar de detalhes pragmáticos.

"Penso que temos uma grande ideia, que é o Pacto Ecológico Europeu, mas temos de a operacionalizar. Os objetivos estão definidos, mas temos também de decidir quem faz o quê, quem assume a responsabilidade e com base em que regras", disse, à euronews, Luca de Meo, presidente da ACEA.

Tanto na cadeia de abastecimento de matérias-primas, como nas fases de produção, a palavra-chave deve ser sustentabilidade.

É como se, há mais de cem anos, nos tivessem pedido para controlar toda a distribuição de petróleo e gás. Não o fizemos.
Luca de Meo
Presidente, Associação dos Construtores Europeus de Automóvel

Esta indústria está consciente da necessidade de descabronizar, isto é, de contribuir com menos emissões poluentes derivadas dos combustíveis fósseis.

Mas a associação critica o lento ritmo de instalação na União Eurpeia de pontos de carregamento para veículos elétricos, que é dez vezes superior na China.

"Não podemos fazer isso sozinhos enquanto indústria automóvel. Porque é como se, há mais de cem anos, nos tivessem pedido para controlar toda a distribuição de petróleo e gás. Não o fizemos. Portanto, o nosso trabalho é fabricar um produto e desenvolver tecnologia, mas precisamos da cooperação de outros para o fazer", explicou Luca de Meo.

Embora compreenda a necesidade de harmonizar a regulamentação no bloco europeu, a associação alerta para um excesso que possa travar a competitividade a nível global.

Ate 2030, estão na calha para entra em vigor quase uma dezena de regulamentos, por ano, alguns deles contraditórios.

No que toca a vendas, as estimativas da ACEA, para 2024,  é de um abrandamento nos veículos novos, com exceção dos elétricos que devem continuar com grande procura.

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