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"Estado da União": Os desafios para a Europa da nova geopolítica

Chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell
Chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell Direitos de autor Virginia Mayo/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor Virginia Mayo/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
De  Stefan Grobe
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Os desafios para a Europa da nova geopolítica estão em destaque no programa, tendo como pano de fundo a guerra na Ucânia e como convidado o professor Sven Biscop, autor do livro, há dias publicado, “Esta não é uma nova ordem mundial – a Europa redescobre a geopolítica, da Ucrânia a Taiwan”.

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O conflito entre Israel e o Hamas esteve, mais uma vez, no topo da agenda diplomática da UE, esta semana, com os ministros dos Negócios Estrangeiros a analisaram uma proposta para relançar uma missão europeia de assistência fronteiriça na Faixa de Gaza e outra para realizar uma conferência sobre como implementar uma solução de dois Estados.

Os governantes decidiram, ainda, que o Acordo de Associação UE-Israel, que regula o comércio entre as duas partes, deveria ser revisto porque exige respeito pelos direitos humanos e a ação militar em Gaza suscita dúvidas sobre se Israel os está a respeitar.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, acusou algumas forças do Ocidente de “novo anti-semitismo”, o que provocou uma forte repreensão por parte do chefe da política externa da UE, Josep Borrell.

“O procurador do tribunal foi fortemente intimidado e acusado de anti-semitismo, como sempre acontece quando todos fazem algo que o governo de Netanyahu não gosta. Penso que a acusação de anti-semitismo contra o procurador, contra o Tribunal Penal Internacional, é completamente inaceitável", disse Borrell.

Outra notícia importante, esta semana, foi a visita de Estado do presidente da França, Emmanuel Macron, à Alemanha, algo que não acontecia há 24 anos. As suas mensagens políticas foram fortemente pró-europeias, pró franco-alemãs e antiautoritárias, tendo claramente em mente o líder da Hungria, Viktor Orbán.

“Olhemos, ao nosso redor, para este fascínio pelos regimes autoritários. Vejamos a Europa e o momento iliberal que atravessamos. Alguns dizem – inclusive a apenas alguns quilómetros de distância – que, na verdade, devemos aceitar o dinheiro da Europa, mas não nos preocupemos com a independência dos juízes. Aceitemos o dinheiro da Europa, mas esqueçamos a liberdade de imprensa. Vamos usar o dinheiro da Europa, mas esquecer a diversidade cultural", disse Macron.

As sondagens sugerem que haverá um aumento da votação na extrema-direita nas eleições europeias, na semana que vem. Poderá isto afetar a política externa e a diplomacia da UE?

Debatemos o tema con Sven Biscop, cientista político da Universidade de Ghent (Bélgica) e diretor do Programa Europa no Mundo do Instituto Real Egmont de Relações Internacionais, em Bruxelas, e que acabou de publicar o livro “Esta não é uma nova ordem mundial – a Europa redescobre a geopolítica, da Ucrânia a Taiwan”.

"Penso que durante muito tempo a Europa se esqueceu da geopolítica. De repente, após a invasão russa da Ucrânia, percebemos que é, realmente, muito importante saber onde estão os recursos, se é que preciso importar, quais são os mercados de exportação, onde estão os amigos, onde estão os inimigos? Onde estão todas as linhas que os conectam porque isso cria vulnerabilidades específicas. Então, é realmente fundamental conhecê-los", explicou.

(Veja o programa na íntegra em vídeo)

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