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Eleições Europeias: “A Europa é um gigante burocrático e um anão político”, diz Giorgia Meloni

Arquivo. Giorgia Meloni
Arquivo. Giorgia Meloni Direitos de autor Alessandra Tarantino/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
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De  Fortunato Pinto
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A primeira-ministra italiana encerrou no sábado a campanha eleitoral europeia na Piazza del Popolo, em Roma. Meloni atacou a esquerda e prometeu que o seu partido e o ECR não formarão qualquer coligação com a esquerda.

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A líder do partido populista italiano “Irmãos de Itália” (Fratelli d'Italia, em italiano), e primeira-ministra de Itália, encerrou a sua campanha eleitoral para as eleições europeias num comício fustigado pelo calor que se abate sobre Roma, neste fim de semana.

Meloni atacou a oposição e especialmente a esquerda, reiterando que o seu partido não fará qualquer coligação com eles. “Com a esquerda nunca governaremos em Itália e na Europa, queremos trazer o modelo de centro-direita de Itália para a Europa e enviar a esquerda para a oposição", disse a primeira-ministra italiana.

Schmitt e Schlein, “vocês dão os álibis aos extremistas”

Meloni aproveitou a ocasião para atacar a líder do Partido Democrático, Elly Schelin, e o candidato do Partido Socialista Europeu, Nicolas Schmit.

Durante a sua intervenção no debate entre os principais candidatos à Comissão Europeia, Schmitt afirmou que não considerava os grupos ECR e ID democráticos: “Vocês fornecem álibis aos extremistas para envenenarem as nossas democracias com ódio político e apresentam-se como forças responsáveis. É vergonhoso utilizarem estas questões para angariar alguns votos", disse Meloni. ”Se não sou uma líder democrática, o que sou? Serei uma ditadora? E se eu for uma ditadora, o que vocês fazem? Luta armada para me depor? Estas são declarações delirantes e irresponsáveis de pessoas que brincam com o fogo para ganhar meio voto”, acrescentou a líder populista.

Meloni defende o projeto de Rama sobre os centros de migrantes na Albânia

Desde a Piazza del Popolo, Meloni reiterou o seu apoio ao primeiro-ministro albanês, Edi Rama. “Estão a massacrá-lo só porque tentou ajudar a Itália e tentaram fazer com que a Europa dissesse que o protocolo com a Albânia era contra o Estado de direito”, explicou Meloni, que recordou depois a carta enviada por 15 Estados-Membros para adotar um modelo segundo o qual os migrantes serão enviados para países terceiros. “Sabem qual foi o resultado? 15 dos 27 países europeus assinaram uma carta a pedir à Comissão Europeia que reproduzisse o modelo italiano", disse Meloni.

“A Europa é um gigante burocrático e um anão político”

Segundo a primeira-ministra italiana, “a Europa é um gigante burocrático e um anão político”. A história está a ser feita aqui e a história podemos ser nós. Estamos num ponto de viragem", disse Meloni aos seus apoiantes que não encheram a Piazza.

‘A Europa deve redescobrir o seu papel na história, tratar de algumas grandes questões e deixar que sejam os Estados nacionais a decidir o que não precisa de ser centralizado’.

“Ganharam o Scudetto, agora ganhem a Liga dos Campeões”

As eleições para os conservadores serão como a Liga dos Campeões, compara Meloni.

“Agora temos de subir a parada na Europa. Ganhámos o scudetto (a liderança do governo em Itália), agora temos de ganhar a Liga dos Campeões" (vencer as Europeias), disse aos apoiantes que aplaudiam. “Queremos fazer em Bruxelas o que fizemos em Roma há um ano e meio: mandar para a oposição os verde-vermelhos que tanto mal fizeram ao nosso continente nos últimos anos”.

Enquanto Meloni discursava na Piazza del Popolo, o cortejo promovido pelo “Comité 1 de junho” partiu da Piazza Vittorio Emanuele e dirigiu-se para a Porta Pia, passando pela Universidade La Sapienza de Roma.

A ação foi considerada como “a primeira mobilização nacional unitária contra o governo Meloni”.

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