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Mark Rutte vai ser o próximo secretário-geral da NATO depois de ter conseguido apoio da Roménia

Mark Rutte, o primeiro-ministro cessante dos Países Baixos, obteve o apoio unânime de todos os países membros da NATO.
Mark Rutte, o primeiro-ministro cessante dos Países Baixos, obteve o apoio unânime de todos os países membros da NATO. Direitos de autor Mindaugas Kulbis/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Mindaugas Kulbis/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
De  Jack Schickler
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Artigo publicado originalmente em inglês

O primeiro-ministro neerlandês cessante vai liderar a aliança militar nos próximos anos.

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O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, vai ser nomeado chefe da NATO, depois da Roménia, que era o último país a resistir, ter concordado em apoiar a sua candidatura.

Rutte vai governar durante uns anos difíceis, em que a aliança transatlântica tem de equilibrar a agressão russa e o apoio potencialmente vacilante dos EUA.

A sua nomeação foi confirmada pouco antes da cimeira que se realizará em Washington, de 9 a 11 de julho, para assinalar o 75º aniversário da aliança.

O presidente romeno Klaus Iohannis também se tinha candidatado a secretário-geral, o alto funcionário que coordena a organização sediada em Bruxelas, mas o seu governo ofereceu agora o seu apoio a Rutte, de acordo com um comunicado deimprensa oficial.

Stoltenberg está no cargo desde 2014 e deveria ter saído no ano passado.

Mas a disputa parece ter sido apanhada num debate mais vasto sobre os cargos de topo nas instituições da UE - com a estónia Kaja Kallas, outra que tinha apresentado a sua candidatura ao cargo na NATO, mas que posteriormente se retirou, a ser agora a favorita para ser a chefe da política externa do bloco europeu.

Rutte terá um mandato de, pelo menos, quatro anos

Para que Mark Rutte fosse nomeado, teve de enfrentar a oposição do húngaro Viktor Orbán, que não queria ser obrigado a apoiar a Ucrânia.

Rutte atenuou essas preocupações numa carta enviada no início desta semana, o que o coloca um passo mais perto de garantir o consenso necessário entre os 32 membros da NATO.

Como chefe da NATO, Rutte enfrenta um difícil equilíbrio, uma vez que os membros da aliança têm procurado apoiar a Ucrânia, devastada pela guerra, sem provocar mais agressões russas.

Uma nova reviravolta pode surgir com as eleições presidenciais norte-americanas em novembro, uma vez que o candidato republicano Donald Trump se tem mostrado indiferente à aliança, apelando mesmo à Rússia para invadir os supostos aliados que não investem nas suas forças armadas.

Rutte lidera os Países Baixos desde 2010, gerindo uma série de coligações complicadas, mas deverá abandonar o cargo a 2 de julho. O partido liberal de Rutte, o VVD, fará parte de uma coligação liderada pelo antigo chefe de espionagem Dick Schoof, depois das eleições de novembro, que registaram um aumento do apoio ao líder de direita Geert Wilders.

No fim de semana passado, Rutte participou na cimeira da Paz para a Ucrânia na Suíça, onde prometeu que os Países Baixos "continuarão a apoiar a Ucrânia de todas as formas possíveis. Durante o tempo que for necessário e com todo o apoio que for necessário".

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